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One Young World 2015: Conheça 21 jovens que lutam por um mundo melhor

27/12/2015 09:22 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Educação, meio ambiente, direitos humanos e paz; esses são apenas alguns dos temas debatidos, discutidos e refletidos no encontro internacional de jovens ativistas deste ano em Bangkok.

De revelações dos horrores de um campo de concentração na Coreia do Norte até deliberações sobre como reduzir a ameaça terrorista e o Estado Islâmico, jovens de quase todas as nações do mundo se reuniram na conferência One Young World na Tailândia propondo soluções para os problemas mais urgentes do mundo.

Então quem são esses jovens que são a força que impulsiona mudança?

O HuffPost UK traçou o perfil de 21 jovens inspiradores que estiveram no One Young World e que lutam por mudanças.

  • • Mohamed Barry, 24, Gâmbia
    Mohamed é um ativista que luta contra o estigma do HIV/AIDS e ganhou fama internacional por seus fervorosos apelos por uma renovada resposta global à pandemia.

    Como jovem HIV positivo ele está combatendo os equívocos e o estigma comumente associados com a doença. Ele é um aluno da Academia Africana de Liderança em Joanesburgo, na África do Sul, e membro executivo do HIV Young Leaders Fund.

    Ele esteve no Comitê Diretivo da 20ª Conferência Internacional de Aids em Melbourne, na Austrália e fez parte do time que idealizou a Declaração de Melbourne.

    Ele também contribuiu para o desenvolvimento do programa UNAIDS em Myanmar; trabalhando com as comunidades mais marginalizadas da epidemia da AIDS aumentando o acesso em escala ao tratamento contra o vírus do HIV que salva vidas e os serviços de prevenção.

    Ele foi selecionado como um dos 25 jovens mais influentes e poderosos no mundo pelo The Huffington Post.
  • • Carlos Vargas, 22, Venezuela
    Carlos é um estudante líder pró-democracia na Venezuela, país que passa por uma onda de protestos contra o regime autocrático de Nicolas Madero.

    Carlos surgiu como uma das vozes mais visíveis do movimento estudantil com 120.000 seguidores no Twitter e é amplamente conhecido como um dos líderes do movimento ativista popular.

    Ele liderou manifestações pacíficas exigindo uma transição democrática, conduziu cursos de treinamento em protestos não-violentos e de direitos humanos e fez trabalhos voluntários em áreas de baixa renda de Caracas.
  • • Vanessa Berhe, 19, Eritreia/Suécia
    Vanessa é uma ativista de direitos humanos residente na Suécia e faz campanhas para a liberação de prisioneiros políticos da Eritreia.

    Ela já falou no Vaticano, na presença do Papa Francisco, durante seu discurso para promover a conscientização do tráfico humano dos refugiados da Eritreia.

    Ela é a fundadora do grupo de advocacia One Day Seyoum. Seu tio, Seyoum Tsehaye, jornalista, esteve preso com outras 14 pessoas contra o regime em 2001. Desde 2013, Vanessa vem fazendo campanhas para a sua soltura.

    Ela também é a cofundadora da campanha Free Eritreia (Eritreia Livre, em português) cujo alvo é criar uma conscientização sobre os prisioneiros políticos, acabando com a escravidão institucionalizada do recrutamento forçado da Eritreia e combatendo a migração que vê milhares de eritreus afogando-se no Mediterrâneo todos os anos.
  • • Mohamed Farid, 24, Qatar
    Mohamed é o CEO do The Youth Company, fundada em 2010. A empresa oferece um espaço para que os empresários, artistas, estudantes, formadores de opinião e jovens profissionais possam melhorar o crescimento e as oportunidades de desenvolvimento dos mais jovens no Qatar e na região de Mena.

    O propósito da The Youth Company é empoderar os jovens do Meio Oriente com programas educacionais, comunidades engajadas, voluntariado, programas orientados para a carreira e consultoria.

    Nos últimos cinco anos, The Youth Company criou uma rede de mais de 170.000 jovens, 150 organizações e negócios e 23 escolas e universidades na região de Mena.

    Ao trabalharem em parcerias com instituições governamentais locais, fundações regionais, órgãos internacionais de políticas e ONGs dentro da região, Mohamed criou uma plataforma para contribuir com o desenvolvimento da autonomia dos jovens.

    Desde 2012, Mohamed trabalha para as Olimpíadas do Qatar e o Museu do Esporte. Seu propósito é preservar, armazenar, investigar e exibir os esportes e as parafernálias dos esportes do mundo árabe.

    Ela também lida com a inclusão do Qatar na comunidade esportiva internacional e uma maior presença do país no cenário esportivo internacional.
  • • Inoussa Baguian, 29, Burkina Faso
    Inoussa usa a sua qualificação em Direito e Cinema para defender os Direitos Humanos em Burkina Faso. Para promover a liberdade de expressão, ele criou uma plataforma online chamada Droitlibre.tv.

    É um canal de TV na internet que oferece debates e informações sobre as violações de Direitos Humanos em Burkina Faso e em qualquer outro lado na África Oriental. Em menos de um ano, a plataforma tem mais de um milhão de visitantes. Droitlibre.tv se tornou uma fonte confiável de notícias para os jovens que não confiam na televisão pública.

    Inoussa também organizou o primeiro Festival dos Direitos Humanos na África. Até agora, foram realizados festivais em quatro países da África Oriental e esperam crescer mais nos próximos anos. Ele oferece um espaço para milhares de participantes do festival debaterem questões que afetam os adolescentes e sua vida na África Oriental.
  • • Mohammad Odai Al Hashmi, 22, Síria
    Quando Odai foi forçado a fugir para a Turquia por causa da Guerra na Síria, ele descobriu que os seus colegas refugiados estavam sofrendo com a falta de oportunidades educacionais.

    Seis meses depois de chegar a Istanbul, Odai tornou-se um dos poucos refugiados sírios matriculados na Universidade Técnica de Istanbul, com cerca de 500 inscritos.

    Ele percebeu que muitos refugiados, alguns com menos de um semestre para se tornarem doutores, engenheiros e professores, estavam tendo dificuldades para completar sua educação.

    Percebendo isso, ele cofundou o Kiron Open Higher Education, que começou a oferecer aulas em outubro de 2015 e desde então já aceita 1.000 estudantes.

    É uma universidade online que permitirá que os refugiados e quem busca asilo estudem em um programa de sua escolha e se graduem três anos depois com um título reconhecido internacionalmente.

    Odai quer usar a educação como forma de ajudar no processo de integração nos países anfitriões e dar um incentivo para que os refugiados concluam a sua educação.
  • • Alexandru Ionut Budisteanu, 21, România
    Alexandru é apaixonado pelos computadores e quer usar seu vasto conhecimento em TI para melhorar a vida das pessoas. Ele é o fundador do VisionBot, uma empresa que constrói máquinas Pick and Place, que montam placas de Circuito Impresso, a um custo acessível.

    Alexandru também já trabalhou em projetos onde criava carros autoguiados e, em 2012, trabalhou em um aparelho que usava Inteligência Artificial para ajudar as pessoas cegas a verem com o uso de suas próprias línguas.

    Ele demostrou paixão pelos computadores desde cedo na infância e ainda na escola criou a sua própria linguagem de programação ‘AILab’, que programava a linguagem para a Inteligência Artificial. Por vir de uma cidade da România apelidada ‘HackerVille’, Alexandru também foi inspirado a lutar contra a pirataria.

    Ele usa o seu conhecimento de computadores para mostrar como a Ciência da Computação pode ser usada para o bem e para conscientizar sobre os perigos da pirataria na România.
  • • João Rafael Brites, 24, Portugal
    João é o cofundador do Projeto Transformers, sediado em Portugal. O Projeto tem como propósito empoderar os jovens portugueses para que eles aumentem a participação cívica. Eles têm mentores voluntários talentosos em campos como a arte, os esportes e o hip-hop, que ajudam os adolescentes a descobrir qual é a sua paixão.

    Os jovens podem então usar essa paixão para transformar as suas próprias comunidades.

    Nos últimos cinco anos o Projeto Transformers tem mobilizado mais de 200 mentores, especializados em mais de 120 atividades diferentes. Eles ensinaram mais de 1800 adolescentes de 50 instituições de Lisboa, Porto e Coimbra em Portugal.

    As suas aulas mais populares são kickboxing, culinária, patinagem, futebol, sapateado, música, arte de rua, liderança, desenvolvimento de videogames e breakdance.

    A paixão que motiva João é aumentar as taxas de participação cívica entre jovens de Portugal. Até agora, 68% de participantes do Projeto Transformers são voluntários e estão envolvidos em organizações cívicas.
  • • Abeer Abu Ghaith, 30, Palestina
    Abeer é uma empresária de tecnologia do West Bank. Ela foi rotulada como a primeira mulher palestina empreendedora da área de alta-tecnologia e votada número 53 na lista de negócios árabes das ‘100 Mais Poderosas Mulheres Árabes’.

    Ela também recebeu o prêmio de ‘Best Technology Enabler & Facilitator’ outorgado pela MEA Women in Technology Awards 2014.

    Abeer lançou seu negócio de TI, a StayLinked, em 2013. Em dois anos de operação ela transformou 300 empregos em 300 oportunidades de trabalho para os jovens e mulheres do West Bank e de Gaza.

    Ela liderou treinamentos para mais de 2.000 graduados e estudantes em empregos e empreendedorismo em áreas urbanas e marginalizadas, publicou artigos, realizou workshops e mesas de trabalho com acionistas e tomadores de decisão.
  • •Isaak Solissou, 26, Nigéria
    Isaak é o fundador e Diretor da ONG Recup, uma comunidade de empoderamento e direitos das mulheres sediada em Niamey, Nigéria.

    O trabalho de sua comunidade envolve o empoderamento econômico das pessoas de rua. Ele apoiou 150 pessoas a conseguirem empregos formais.

    Isaak recrutou uma equipe de 20 jovens líderes entre eles jogadores de futebol, músicos e palestrantes para conduzir uma série de diversos eventos, roadshows em educação e em direitos humanos, em 62 vilas na Nigéria.

    Eles falaram com mais de 1.200 pessoas, prevenindo com êxito 46 casamentos forçados e precoces em 17 vilas.

    Em janeiro de 2015 a Nigéria foi alvo dos protestos anti-Charlie Hebdo quando o Presidente nigeriano se uniu a outros líderes globais na marcha em Paris. O conflito civil resultou em cinco mortos, com vários feridos e 45 igrejas que sofreram ataques com fogo.

    No meio dos protestos Isaak reuniu jovens líderes na sua comunidade e conseguiram proteger 23 igrejas de incêndio. Ele recebeu um reconhecimento especial e um do governo municipal pelos seus esforços.

    Ele agora está juntando dinheiro para apoiar os refugiados deslocados para o Sul da Nigéria pela insurgência do Boko Haram.
  • • Aye Phoo, 22, Tailândia
    Aye é uma ativista da educação na região fronteiriça entre a Tailândia e o Myanmar. Ela foi a Tailândia como migrante ilegal para estudar quando era adolescente e agora dedica a sua carreira para criar resultados positivos na vida de outros estudantes que chegaram a Tailândia ilegalmente.

    Esses jovens são vulneráveis à exploração já que eles têm poucos direitos trabalhistas. Muitos desistem de educação formal para realizar trabalhos domésticos de baixa renda em fábricas de roupas e em lugares de construção.

    Os jovens de origem migrante também têm poucas oportunidades educacionais e muitas meninas se casam ainda crianças para garantir a sua estabilidade financeira mais tarde na vida.

    Aye agora trabalha com o Programa de Assistência ao Migrante nas regiões fronteiriças. Ela trabalha com os direitos trabalhistas e projetos de microfinanças para empoderar os integrantes de sua comunidade. Ela é a primeira migrante birmã da sua comunidade a ser aceita em uma universidade tailandesa.
  • • Isabelle Kamariza, 30, Ruanda
    Isabelle é a Presidente e Fundadora da Solid’Africa, uma instituição de caridade que oferece recursos e cuidados médicos para pacientes de hospitais que atendem famílias de baixa renda.

    A organização alimenta 300 pacientes por dia em um hospital da Ruanda, dá suporte em gastos médicos para aqueles que não podem pagar, lida com questões de higiene oferecendo produtos sanitários para hospitais com déficit de financiamento e promove conscientização de cuidados médicos para uma comunidade mais ampla.

    Solid’Africa é um empreendimento sustentável social que possui a sua própria fazenda e oferece comida para os pacientes, vendendo produtos alimentícios excedentes com o objetivo de obter lucros que serão reinvestidos na organização. Eles também administram um local de recreação e a empresa de eventos cujos lucros retornam para o Solid’Africa.

    Isabelle planeja criar um novo método de ‘pagamento adiantado’ onde as cozinhas atendem negócios privados e instituições públicas que então doam suas comidas para pacientes de baixa renda.

    Solid’Africa arrecadou fundos para instalar uma área recreativa em uma ala pediátrica usada por 25 crianças por dia. Eles também instalaram um sistema de purificação de água com um tanque que oferece água potável para todo o hospital.
  • • Abel Williams Cheayan, 25, Libéria
    Abel é um Embaixador do One Young World e Presidente do Instituto de Pesquisa de Recursos Naturais. Ele foi selecionado para representar a sua nação no programa Mandela Washington Fellowship, que faz parte da Iniciativa dos Jovens Líderes Africanos do Presidente Obama.

    Ele é o cofundador e Presidente do Instituto de Pesquisas de Recursos Naturais (NRRI Libéria). NRRI Libéria está liderando a participação jovem em Recursos Naturais em questões governamentais e ambientais em Libéria.

    Eles trabalham diretamente com organismos das Nações Unidas e a Agência de Proteção Ambiental da Libéria.

    Abel facilitou uma parceria com uma organização com sede nos Estados Unidos que arrecadou dinheiro para o NRRI durante a crise do Ebola. Ele administrou os fundos arrecadados para educar 100.000 pessoas de cinco comunidades sobre o Ebola e instalar sistemas de saneamento na Monróvia.
  • • Lina Khalifeh, 31, Jordânia
    Lina é uma artista marcial e ativista de empoderamento das mulheres da Jordânia. Ela fundou a ONG SheFighter em 2010 para ensinar as mulheres da Jordânia defesa pessoal e assim combater as altas taxas de abuso doméstico no país.

    A sua organização já treinou e empoderou cerca de 10.000 mulheres em toda a Jordânia e a sua meta é treinar e empoderar 3 milhões de mulheres globalmente. Elas usam o modelo de ‘treinamento de treinadores’ para espalhar o seu impacto pelo mundo.

    Mais tarde este ano, Lina lançará uma série de aulas de treinamento de defesa pessoal com um app disponível em iPhone e Androide. Lina participou em um fórum no Parlamento Europeu em maio de 2015 para falar sobre violência contra as mulheres no Meio Oriente e sobre os movimentos de defesa pessoal no mundo.

    Ela também participou de um Encontro de Especialistas nas Nações Unidas em Geneva para promover SheFighter e a sua história de sucesso.
  • • Dr. Mazin Khalil, 26, Sudão
    Mazin (esquerda) é o Fundador e CEO do SudaMed, um negócio social multimilionário que está revolucionando a prestação de serviços na área de saúde na África Oriental.

    O modelo de negócios envolve o fornecimento de serviços de saúde acessíveis ao mesmo tempo que 70% de seu lucro é doado para as iniciativas de financiamento e empoderamento juvenil.

    Mazin recebeu a Washington Fellowship, o Prêmio MIT Árabe e o Prêmio do Rei Abdullah de Inovação e Realização Jovem. McKinsey e Co. deu a SudaMed uma menção especial na publicação da pesquisa ‘O futuro dos Serviços de Saúde na África’ e a Forbes Árabe a nomeou como a ‘African Company to Watch’ em 2014.

    SudaMed atualmente dirige 10 clínicas de saúde e financia 8 escolas. Eles têm 700 empregados e estão expandindo para 8 países da África Oriental. Eles também são a primeira empresa privada na África a desenvolver um sistema de registro que permite que qualquer médico profissional certificado tenha fácil acesso aos registros dos pacientes.

    Eles também desenvolveram um produto chamado MediTab, um tablet portátil que contém todos os recursos necessários para estudar medicina em um tablet de leitura.
  • • Luwam Estifanos, 26, refugiada & ativista de direitos humanos, Eritreia
    Luwam cumpre um papel chave na campanha para aumentar a consciência do tráfico humano de eritreus por toda a Península do Sinai no Egito e o drama dos refugiados eritreus no Campo de Refugiados do Shagarab no Sudão.

    Ela fugiu do recrutamento forçado da Eritreia para o serviço militar indefinido e foi baleada por um guarda fronteiriço enquanto entrava na Somália, recebendo asilo na Noruega depois de aguardar por 2 anos.

    A campanha culminou em Geneva onde Luwam falou sobre as preocupações dos jovens eritreus e da diáspora para um Relator Especial das Nações Unidas para os direitos humanos na Eritreia. Ela participou da coordenação da principal conferência internacional eritreia chamada EYSC (Eritrean Youth Solidarity for Change)- um evento organizado em Bologna na Itália, no verão passado.

    A conferência trouxe cerca de 100 jovens ativistas eritreus ao debate e ao desenvolvimento de um plano de ação pela causa da liberdade e justiça na Eritreia.

    Ela foi crucial e continua a fazer campanha para acabar com a escravidão moderna na Eritreia e os direitos dos migrantes de fugirem das terríveis situações políticas no país.
  • • Fabian Martinez, 29, Chile
    Fabian é um empreendedor da educação cuja missão é erradicar a desigualdade educacional na América do Sul. Os seus serviços afetaram positivamente mais de 670.000 estudantes.

    Fabian fundou uma plataforma educacional chamada Open Green Road, a plataforma mais ativa da América Latina. Ele produziu mais de 8,000 vídeos educacionais, tem mais de 12 milhões de visitantes no YouTube e ostenta 19 milhões de minutos de conteúdo.

    Mais de 440.000 usuários já participaram nas suas aulas ao vivo, muitos dos quais vivem em áreas remotas com poucos recursos educacionais.

    No ano passado, 92% do número total de estudantes chilenos que fizeram o teste de admissão para a universidade se matricularam na universidade.

    Embora os todos os serviços da Open Green Road sejam gratuitos para cada um dos estudantes, a empresa teve um faturamento de mais de 1.2 milhão de dólares em 2014, e espera gerar 2 milhões de dólares em 2015.

    Este dinheiro será reinvestido no negócio de reduzir a disparidade educacional pela América Latina.
  • • Mallah Tabot, 27, Camarões
    Mallah é uma ativista dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres que está lutando para garantir que elas possam tomar decisões que afetam os seus destinos.

    Ela é uma Jovem Líder da Rainha e foi nomeada uma das 100 jovens líderes no mundo pelo Women Deliver em 2013. Ela publicou em vários blogs da Fundação Gates e para a Thomson Reuters sobre as suas iniciativas na área de educação.

    Mallah usa palestras e teatro de tribuna como ferramentas de combate contra as atitudes patriarcais que negativamente afetam as escolhas de jovens mulheres nas áreas rurais de Camarões. Ela incentiva ativamente os seus parceiros que incluem homens, líderes comunitários e mulheres a acabarem com o estigma nos debates sobre saúde sexual e reprodutiva.

    Os projetos de Mallah têm dado a uma média de 25 mulheres ao mês o acesso a métodos anticoncepcionais por um longo período de tempo. A sua meta de longo prazo é oferecer suas palestras especializadas a um nível nacional.

    Ela também trabalha como mentora para a Fundação MTV Staying Alive, no Reino Unido. Neste papel ela oferece orientação estratégica sobre o desenvolvimento, apoio, monitoramento & avaliação e supervisão para o seu projeto, financiado por três anos, de prevenção de HIV no Reino Unido.
  • Arizza Nocum, 20, Filipinas
    Arizza é o diretor da Biblioteca Cristã-Muçulmana Peace, um projeto de educação inovador que trabalha com comunidades carentes no Sul das Filipinas no sentido de construir pontes entre as comunidades cristãs e muçulmanas que sofrem com o conflito sectário.

    Filha de um casamento misto (seu pai é católico e sua mãe é muçulmana), Arizza tomou conta da organização há 4 anos.

    A organização construiu 6 bibliotecas em áreas de baixa renda e ofereceu 400 bolsas de estudos para alunos nos últimos 4 anos. Eles também enviaram pelo menos 50.000 livros ao longo dos anos para escolas públicas em comunidades remotas – especialmente em ilhas remotas das Filipinas.

    Arizza está expandindo as suas operações em outros países ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) que sofrem com o conflito sectário entre grupos religiosos/étnicos maioritários e minoritários.
  • • PJ Cole, 29, Serra Leoa
    PJ é um ativista da paz cuja família ajudou a reabilitar mais de 800 crianças soldados que estavam envolvidas em uma guerra civil sangrenta em Serra Leoa.

    Ele é diretor do projeto Lifetime Nehemiah Projects (LNP) uma organização que seu falecido pai fundou para oferecer apoio às ex-crianças-soldados. 80% da Equipe de Administração Sênior da organização é formada por ex-crianças-soldados.

    A LNP dirige quatro escolas, um lar seguro para as crianças mais vulneráveis e um centro de treinamento vocacional. Eles também apoiam pequenos proprietários rurais a saírem da pobreza causada pela agricultura da subsistência, enquanto facilitam o desenvolvimento significativo da comunidade.

    Eles também estão usando isto para fazer com que os jovens se envolvam na agricultura e impedir o fluxo da urbanização ao oferecerem empregos no setor. A LNP continua a operar em três empresas sociais focadas em oferecer empregos e recursos para o trabalho sem fins lucrativos da organização.

    Como resposta à crise do Ebola, PJ e seu time abriram uma clínica de respostas às situações de emergências. Eles firmaram parceria com a Medair e a Oxfam para completar a construção e administração da clínica. A clínica abriu em 5 de janeiro e fechou em 18 de abril, com mais de 270 pacientes atendidos.
  • • Meron Semedar, 29, refugiado & ativista de direitos humanos, Eritreia
    Meron é um Embaixador do One Young World da Eritreia que agora mora e trabalha nos Estados Unidos. Ele teve a experiência de viver como um refugiado sem status e agora faz campanhas pelos direitos dos grupos migrantes mais vulneráveis do mundo todo.

    Ele fundou uma iniciativa chamada "Lead Eritrea" para empoderar jovens da diáspora. Lead Eritrea convida profissionais para educar as pessoas em diferentes áreas e ajudar os novos migrantes a se estabelecerem nas suas comunidades.

    Também é uma plataforma para as gerações mais velhas passarem o conhecimento para as gerações mais jovens que são desproporcionalmente afetadas pelo desemprego e pobreza.

    Ele participou e contribuiu na discussão sobre as Metas Sustentáveis de Sustentabilidade nas Nações Unidas HQ em New York e de um diálogo ao vivo com o antigo Secretário Geral das Nações Unidas. Meron contribui regularmente para o Huffington Post e o G7G20, líder mundial e fonte de análise da agenda global.

    Ele defende a transição democrática na Eritreia e campanhas contra o Ocidente que combatem o regime. Ele cumpriu um papel fundamental na conquista da participação do Padre Mussie Zarai no One Young World 2015 Summit em Bangkok, na Tailândia.

One Young World é um fórum global para jovens líderes de 18-30 anos que reúne jovens de todas as nações do mundo com o objetivo de desenvolver soluções para algumas das questões mais urgentes de hoje e amanhã.

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(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost UK e traduzido do inglês.

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