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Deputado do DF Rodrigo Delmasso denuncia pedofilia no Facebook, que conta com mais de 100 páginas semelhantes

27/12/2015 10:30 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Reprodução/Facebook

O deputado Rodrigo Delmasso (PTN) afirmou na quarta-feira (23) passada que acionou a Polícia Federal e o Ministério Público no Distrito Federal após uma denúncia de uma página no Facebook que exibia imagens e vídeos de meninas menores de idade em posições sexuais.

“Mesmo se não for de Brasília, isso é um absurdo. Não podemos nos calar. Aquilo é uma afronta aos direitos da criança e do adolescente. Os vídeos e as fotos postadas expunham crianças em posições extremamente sensuais. Se alguém disser que elas tiveram consentimento disso, na verdade, no mínimo, foram induzidas”, disse ao jornal Correio Braziliense.

Na noite do desta 3ª feira recebi via WhatsApp uma denúncia muito Grave! Uma comunidade no Facebook estava postando...

Posted by Rodrigo Delmasso on Terça, 22 de dezembro de 2015


Delmasso, que presidente a Comissão Especial de Combate à Pedofilia da Câmara Legislativa do DF, disse que uma página intitulada ‘Novinhas Tops’ (já fora do ar) mostrava imagens que poderiam caracterizar o crime de pedofilia, uma vez que, segundo ele, elas mostravam crianças de “no máximo 10 anos”.

“Uma mãe me mandou o link da página e quando me deparei com as imagens e vídeos imediatamente denunciei a página no próprio Facebook. Também conversei com o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, que prometeu enviar o caso à Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA)”, disse o parlamentar do PTN.

Uma breve busca no Facebook com o mesmo tempo, entretanto, mostra que há mais de 100 páginas semelhantes. Em praticamente todas são exibidas imagens e fotos de meninas em posições sexuais e até nuas.

De acordo com a lei nº 11.829 de 2008, é crime “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente”. A pena prevista para esse crime é de quatro a oito anos de reclusão, mais multa.

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