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Advogado de fundadora das Avós da Praça de Maio desmente notícia que neta foi achada após 39 anos

26/12/2015 10:22 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Reprodução Facebook

O advogado de María Isabel “Chicha” Chorobiki de Mariani, uma das fundadoras das Avós da Praça de Maio, descartou na noite desta sexta-feira (25) que tenha sido localizada a neta dela, sequestrada pela ditadura militar argentina quando tinha três meses de idade, em 24 de Novembro de 1976.

De acordo com Juan Martín Ramos Padilla, um cruzamento do DNA da mulher que dizia ser Clara Anahí Teruggi com o Banco Nacional de Dados Genéticos (BNDG) da Argentina “descartou” que ela fosse a neta desaparecida de Chicha.

“Podemos constatar a existência de estudos do Banco Nacional de Dados Genéticos nos quais se descarta a existência de um vínculo filial com a jovem que ontem chegou a sua casa ao meio-dia com um relatório de um laboratório particular de Córdoba em suas mãos”, disse Padilla em comunicado.

A notícia veio cerca de um dia após a Fundação Anahí, entidade criada como parte das buscas pela neta da fundadora das Avós da Praça de Maio, afirmar que havia “a probabilidade de vínculo em 99,9%”.

Ainda segundo o advogado, a mulher que seria a neta raptada pelos militares argentinos já sabia desde o dia 25 de junho que os resultados do BNDG apontavam que não existia parentesco, porém ainda assim ela “não reconheceu a existência dos mesmos” quando se apresentou como sendo Clara Anahí.

De acordo com dados das Avós da Praça de Maio, aproximadamente 500 bebês foram raptados durante a ditadura militar argentina (1976-1983). Até hoje, 119 deles foram localizados e tiveram as suas verdadeiras identidades restabelecidas.

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