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Estado Islâmico retira órgãos de vítimas para salvar combatentes, diz relatório

25/12/2015 16:49 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
SAFIN HAMED via Getty Images
An Iraqi Kurdish Peshmerga fighter prepares an ammunition belt as he guards a position at the frontline of fighting against Islamic State (IS) group's militants near the northern Iraqi town of Sinjar, west of the city of Mosul on August 17, 2015. AFP PHOTO / SAFIN HAMED (Photo credit should read SAFIN HAMED/AFP/Getty Images)

O Estado Islâmico sancionou a extração de órgãos humanos numa decisão dos estudiosos religiosos do grupo que ainda não havia sido divulgada, provocando temores de que o violento grupo extremista possa estar traficando partes do corpo humano.

A decisão, registrada num documento de de janeiro deste ano, diz que tirar órgãos de prisioneiros vivos para salvar uma vida muçulmana, mesmo se isso for mortal para o preso, é admissível.

A Reuters não teve como confirmar de forma independente a autenticidade do documento. Autoridades dos Estados Unidos dizem que ele estava entre outras informações obtidas pelas forças especiais do país durante uma ação no leste da Síria em maio.

"A vida e os órgãos do apóstata não têm que ser respeitadas e podem ser tirados com impunidade", afirma o documento, que tem a forma de um fatwa, ou decisão religiosa, do Estado Islâmico.

"Órgãos que terminam com a vida do cativo se retirados: a retirada desse tipo não é também proibida", afirma o fatwa número 68, de acordo com a tradução do governo dos EUA.

O documento não oferece nenhuma prova de que o Estado Islâmico pratica de fato a coleta ou o tráfico de órgãos, mas fornece sanção religiosa para isso. Previamente, o Iraque acusou o grupo de coletar órgãos e traficá-los para obter lucro.

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