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23/12/2015 17:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Cientistas criam camarão vegetariano feito de algas

Maximilian Stock Ltd. via Getty Images
Single cooked prawn

"Nós devemos consumir comida, sem consumir o oceano". Esse é o slogan da start up New Wave Foods, empresa criada pelas biólogas americanas Dominique Barnes e Michelle Wolf, da Universidade Carnegie Mellon e do Instituto Scripps de Oceanografia, com uma proposta ambiciosa: criar um camarão artificial, que seja tão gostoso e saudável quanto o natural - só que feito de algas e proteínas.

A empresa ainda não divulgou os detalhes sobre a produção do camarão feito de algas, nem qual é a aparência dele (a imagem acima é meramente ilustrativa). O camarão artificial promete ser mais saudável, pois sua produção não envolve o uso de antibióticos, e também mais ecológico.

A caça descontrolada do camarão é um problema, que pode causar a extinção da espécie. No Brasil, desde 2008, é crime ambiental pescar os camarões de espécie rosa, sete barbas, branco, santana e barba ruça durante seus períodos de reprodução (as datas variam conforme a região do país, mas o período de proibição pode chegar à quatro meses em algumas áreas, como na divisa entre Rio de Janeiro e Mato Grosso). A versão sintética poderia ajudar a suprir a demanda por camarão, diminuindo a pesca irregular.

A ideia da empresa nem sempre foi focar nessa pequena -e deliciosa- criatura do mar. Inicialmente, o plano era tentar salvar tubarões. A proposta inicial era criar, em laboratório, um produto que se assemelhasse às barbatanas do peixe carnívoro. Em 2013, a Universidade de Dalhousie, no Canadá, estimou que cerca de 100 milhões de tubarões são mortos anualmente pela pesca. Porém, os objetivos mudaram quando Michelle e Dominique perceberam que poderiam atingir ainda mais gente. Camarão é o fruto do mar mais consumido nos Estados Unidos.

O alimento ainda está sendo desenvolvido, mas um elemento de sua composição já está definido, uma estirpe de algas (parte que funciona como raiz da planta) usada como alimento por camarões. É justamente essa substância que deixa o animal com a cor e o gosto que ele possui em natura. Ainda não há datas para o lançamento oficial do produto, mas uma primeira leva feita para testes e demonstrações está planejada para fevereiro, nos Estados Unidos.

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