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17/12/2015 14:58 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Com empurrão do Planalto, Picciani recupera a liderança do PMDB

CELSO JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Mesa Diretora da Câmara confirmou a recondução do deputado Leonardo Picciani (RJ) à liderança do PMDB na Casa. Picciani retomou o cargo após apresentar lista com 36 assinaturas de apoio dos atuais 69 deputados da legenda.

O peemedebista voltou ao cargo uma semana após ser destituído com ajuda de articulação do Palácio do Planalto.

Na quarta-feira (6), o PMDB, com aval do vice-presidente Michel Temer, aprovou uma resolução para barrar novas filiações e tentar impedir o retorno do deputado pró-governo à liderança.

Sete dos 36 deputados que apoiaram a recondução do parlamentar tinham assinado a lista de 35 parlamentares que indicou Leonardo Quintão (MG) ao mesmo cargo na semana passada. Mudaram de opinião os peemedebistas Simone Morgado (PA) Elcione Barbalho (PA), Celso Maldaner (SC), Silas Brasileiro (MG), Vitor Valim (CE), Lindomar Garçon (RO) e Jéssica Sales (AC).

O Planalto ajudou a trazer esses nomes. Simone Morgado e Elcione Barbalho, por exemplo, são a atual e a ex-mulher do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), respectivamente.

Elcione e Jader são pais do atual ministro-chefe da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, que foi indicado pelo senador paraense na última reforma ministerial de outubro.

Para Picciani, o apoio de deputados que tinham assinado a lista de Quintão derruba o argumento de peemedebistas da ala pró-impeachment de que ele retomou a liderança do partido de forma "artificial”.

"Quando fui substituído da liderança, de imediato reconheci o posicionamento da maioria. Acho que a posição mais adequada (deles) seria fazer o mesmo", afirmou o líder peemedebista, em entrevista logo após ser confirmada sua recondução ao cargo.

O deputado carioca afirmou que irá procurar o vice Michel Temer ainda hoje.

“Vou dizer a ele que reassumi a liderança com o compromisso de não permitir o prolongamento dessa prática aqui de coleta de assinaturas e que faremos a eleição da nova liderança em fevereiro", comentou.

Picciani disse que somente no próximo ano decidirá se tentará a reeleição para o cargo de líder.

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