VIRAL
17/12/2015 00:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Em boato, Pasquale ofende quem usa a palavra 'presidenta'

Reprodução

Quando da primeira eleição da presidente Dilma Rousseff o uso da palavra desse termo no feminino, proferido durante toda sua campanha e reforçado em sua posse deu o que falar. Lá em 2010 defensores da Língua Portuguesa, críticos do PT e gente de tudo quanto é jeito deu pitaco sobre o uso correto da palavra.

Cinco anos depois, mais uma vez o vocábulo do nosso idioma está em alta nas redes sociais e agora com um personagem de peso envolvido. O professor Pasquale Cipro Neto teria "esclarecido" de uma vez por todas que o termo "presidenta" é errado. Segundo imagem compartilhada no Facebook, o professor teria ficado indignado com uso da palavra no feminino e ainda ofende: ‘FALOU PRESIDENTA, JÁ SEI QUE É RETARDADO’.

Junto da imagem, um texto ~esclarecedor~ tem sido compartilhado. Conforme a explicação de uma doutora renomada da Universidade Federal do Paraná, usar a palavra ‘presidenta’ é um absurdo. Confira no trecho:

Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.

Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser?

O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.

Essa história toda é boato por várias razões. Vamos a elas:

  • Mais importante de tudo e que já leva por terra essa explicação 'esclarecedora' sobre o termo é que Miriam Rita Moro Mine sequer é professora de português. Ela existe e é professora de ENGENHARIA CIVIL na UFPR (Universidade Federal do Paraná). Exato, a pós-doutora Moro Mine tem especialização em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, não em Latim.

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