COMPORTAMENTO
16/12/2015 16:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Carey Mulligan: 'O mundo seria mais justo se fosse governado igualitariamente'

Cindy Ord via Getty Images
NEW YORK, NY - NOVEMBER 18: Actress Carey Mulligan speaks during The SAG-AFTRA Foundation's Conversations Series Presents: Carey Mulligan at NYIT Auditorium on Broadway on November 18, 2015 in New York City. (Photo by Cindy Ord/Getty Images)

É difícil não associar as manifestações de rua do longa As Sufragistas com as passeatas femininas que tomaram algumas cidades do Brasil no último mês.

Embora aqui se brigasse contra a ingerência do Congresso sobre o corpo da mulher e lá a luta fosse pelo direito (básico) ao voto, é a voz feminina que ecoa dos dois cenários.

“Nós nos surpreendemos e nos inspiramos na força dessas mulheres”, declarou a protagonista, Carey Mulligan.

No filme da diretora Sarah Gravon, que se passa no começo do século 20, a lavadeira Maud Watts é uma jovem sem instrução que sofre exploração física, psicológica e até sexual por parte de seu supervisor no trabalho.


Seu marido finge não ver os abusos por temer perder o emprego, na mesma fábrica. “A opressão torna-se insuportável, e Maud, apesar de todos os contras e ameaças, vê no movimento sufragista, senão uma saída, uma reação”, explicou Carey, na estreia europeia do filme.

Ao entrar para o movimento, Maud é expulsa de casa pelo parceiro e perde a guarda do filho. “Ela vai ao extremo e encara as consequências, pois aqueles eram tempos que exigiam atitudes extremas como as daquelas mulheres”, disse a atriz, que posou para fotos com o cartaz da campanha “50:50 Parliament”, que pleiteia igualdade no número de homens e mulheres no parlamento britânico.

“Acredito que o mundo seria mais justo se fosse governado igualitariamente – e ainda estamos muito longe disso. Precisamos terminar o que as sufragistas começaram”, bradou a inglesa, de 30 anos.

O longa tem ainda Meryl Streep no papel da líder Emmeline Pankhurst. “Trabalhar com ela foi um sonho. Aprendi muito e tenho ainda mais orgulho de me declarar feminista depois desse papel.”

*o longa estreia aqui no Brasil no dia 24 de dezembro.

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