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15/12/2015 15:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Ministério Público pede condenação dos Policiais Militares acusados de matar cinco jovens no Rio

Reprodução/Balanço Geral

O Ministério Publico do Estado do Rio denunciou, nesta segunda-feira (14), os quatro policiais militares acusados de matar cinco jovens em Costa Barros, na zona norte, no dia 28 de novembro.

A 1ª Promotoria de Justiça pediu ao 2º Tribunal do Júri a condenação dos PMs por cinco homicídios qualificados, duas tentativas de homicídios qualificados, fraude processual (modificação da cena do crime) e posse de arma com numeração adulterada.

Na denúncia, o promotor Fabio Vieira dos Santos afirma que os policiais, "com vontade livre e consciente de matar, efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra as vítimas".

"Os crimes foram praticados por motivo torpe, visto que os denunciados atiraram contra as vítimas por acreditarem que estas tinham envolvimento com o crime e, por essa razão, poderiam exterminá-las", argumentou o promotor no documento.

A matança aconteceu quando Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20 anos, Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos, Cleiton Corrêa de Souza, de 18 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16 anos, e Roberto de Souza Penha, de 16 anos, voltavam de um passeio no Parque de Madureira, zona norte, e passavam nas proximidades do Complexo da Pedreira- conjunto de favelas da região.

No local, eles foram surpreendidos por PMs que efetuaram 111 disparos contra o Palio em que estavam.

Os policiais militares Antônio Carlos Gonçalves Filho, Fabio Pizza Oliveira da Silva, Thiago Resende Viana Barbosa e Marcio Darcy Alves dos Santos foram presos sob a acusação de homicídio qualificado e fraude processual e estão presos no Batalhão Especial Prisional, em Niterói (cidade na região metropolitana), desde então.

Segundo o promotor, a ação dos PMs dificultou a defesa das vítimas "tendo em vista que os acusados, portando armas de grosso calibre, efetuaram dezenas de disparos contra os veículos em que estas se encontravam, desarmadas e indefesas".

Vieira dos Santos também escreveu na denúncia que "os crimes foram praticados de forma que resultou perigo comum, tendo em vista que os acusados efetuaram dezenas de disparos em via pública e com movimento de pessoas".

Além disso, o promotor ressaltou que os policiais tentaram forjar a cena do crime, já que disseram, em depoimentos falsos, de que o jovem sentado no banco do carona disparara contra a patrulha.

"Os acusados, fazendo uso de luva, alteraram a cena do crime, inserindo simulacro de arma de fogo próximo à roda dianteira do veículo em que estavam as vítimas, bem como colocaram uma arma de fogo na mão da vítima Wesley. Os acusados ainda retiraram a chave da ignição e a deixaram na fechadura do porta-malas do veículo", diz a denúncia.

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