MULHERES
14/12/2015 10:01 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

28 mulheres recordam a primeira vez em que sentiram vergonha do próprio corpo

John Clutterbuck via Getty Images

Eu tinha apenas 9 anos quando a puberdade entrou em minha vida de repente. Eu usava óculos, tinha seios grandes a contragosto e media 1,60 m (o que equivale a ser gigante quando você está na quarta série). Era um pesadelo.

Os garotos puxavam a alça do meu sutiã e as meninas tiravam sarro de mim por ser tão grande. Eu tinha consciência de meu corpo de um jeito que antes não havia tido. Pela primeira vez na vida percebi que as pessoas iam determinar meu valor de acordo com meu peso e minha beleza, em vez de minha inteligência ou habilidades.

Havia uma distinção rígida entre corpos “bons” (magrinhos e mignons) e “ruins” (qualquer outra coisa). S você não tivesse um corpo “bom”, passava a ser tida em baixíssima conta. E sua autoestima também descia pelo ralo.

Hoje, com 24 anos, raramente sinto vergonha de meu corpo, graças a dez anos de prática de esportes e a uma boa dose de feminismo. Mas aquele momento definidor em que me senti “mal” em relação ao meu corpo nunca vai desaparecer.

Não nascemos sabendo que a aparência tem importância, que um tamanho grande é “ruim” e que apenas certos tipos de curvas são “bons”. Mas em dado momento na infância de cada mulher, isso muda em um instante.

Muitas mulheres têm um momento, ou às vezes uma série de momentos, que mudam para sempre o modo como encaram o próprio corpo. Perguntamos às nossas leitoras qual foi a primeira vez em que sentiram vergonha do próprio corpo ou acharam que era “ruim”.

Recebemos mais de 200 respostas comoventes de mulheres. Veja a seguir 28 delas.

“Ela olhou no espelho, com as lágrimas rolando pelo rosto, e falou, tentando encolher a barriga: ‘Sempre há lugar para melhorar’.”

A primeira vez que alguém me fez sentir vergonha de meu corpo, me fez sentir que eu era menos que perfeita, foi minha mãe, que sofria de um transtorno alimentar. Ela me pediu para fechar o zíper de seu vestido preto, e o tamanho que ela tinha comprado não cabia nela.

Num primeiro momento ela pensou que eu não estivesse tentando fechar o zíper, mas logo teve que reconhecer a derrota: o vestido não lhe cabia. Ela olhou no espelho com as lágrimas rolando pelo rosto e falou, tentando encolher a barriga, “Sempre há lugar para melhorar”. Então beliscou minha barriga de 9 anos e disse:

“Você também, Veronica.” – Veronica

“Aos 13 anos, eu tinha um namorado. Ele sempre tirava sarro de meus braços.”

Com 11 anos de idade, eu sempre conseguia fazer mais elevações na barra que os garotos. Se eu tinha um superpoder, era a força da parte superior de meu corpo. Com 13 anos, eu tinha um namorado. Ele vivia tirando sarro de meus braços.

Pela primeira vez na vida senti vergonha de ser forte. Ele me fez sentir vergonha de minha força. Acho que até hoje ainda não o perdoei por isso. – Emma

“No meu décimo aniversário a festa foi à beira da piscina. Me lembro de pensar que eu precisava encolher a barriga quando me debrucei sobre o bolo para apagar as velinhas.”

No meu décimo aniversário, a festa foi à beira da piscina. Me lembro de pensar que eu precisava encolher a barriga quando me debrucei sobre meu bolo de aniversário para assoprar as velinhas, porque eu estava sem jeito por estar usando um maiô de duas peças pela primeira vez.

Dois anos depois disso, comecei a ter um transtorno alimentar que me atormentou por mais de dez anos. -- Julia

garotinha

“Minha primeira recordação de sentir vergonha de meu corpo foi quando eu tinha 10 anos, na quarta série.”

Minha primeira recordação de sentir vergonha do meu corpo foi quando eu tinha 10 anos, na quarta série. Meu pai, que na realidade é uma pessoa muito gentil, foi responsável sem querer pela minha primeira memória de vergonha do meu corpo.

Ele sempre dizia que eu era desajeitada e chamava de “orelhuda” por ficar ouvindo as conversas dos outros. Esses comentários nunca me incomodaram. Mas um dia ele fez um comentário sobre minhas “coxonas”.

Eu nem sabia o que isso queria dizer, mas acabei entendendo. Desde aquele dia passei a sentir vergonha das minhas coxas, e olhe que estou com 34 anos de idade. Meu marido me fala quase diariamente que sou linda. Mas a vergonha de minhas conxas continua.

Amo meu pai. Acho realmente que ele não fazia ideia do que um comentário como aquele significaria para uma garota. – Kimberly, 34

“Meu pai falou ‘é bom você prestar atenção no que come, senão um dia vai sentir as consequências’.”

Era a primavera do meu primeiro ano no ensino médio. Era a temporada do futebol, e com os treinos e jogos, meu corpo estava louco de fome por calorias.

Eu estava pondo cereal numa tigela uma noite antes de dormir e meu pai falou “é bom você prestar atenção ao que come, senão um dia vai sentir as consequências”. – Sarah

“Entrei no meu quarto e minha mãe tinha deixado na minha cama um livro intitulado ‘Coxas magras em 30 dias’.”

Minha mãe e eu tínhamos corpos muito diferentes – o meu era atlético e cheio de músculos, como meu pai, enquanto ela era mignon e delicada. A primeira vez que me lembro de ter ficado confusa e sentido vergonha de meu corpo foi quando eu tinha 11 anos.

Entrei no meu quarto e minha mãe tinha deixado na minha cama um livro intitulado ‘Coxas Magras em 30 Dias’. Cheguei a tentar alguns dos exercícios, porque tudo o que eu queria era agradar à minha mãe. – Tina

“A professora falou à minha mãe, na minha frente, que eu era gorda demais para fazer ginástica.”

Quando eu estava na primeira ou segunda série eu estava um pouquinho acima do peso. Minha mãe me matriculou numa aula de ginástica, na esperança de que fosse uma atividade física que eu gostasse.

Em vez de me incentivar a gostar de atividade física, a professora falou à minha mãe, na minha frente, que eu era gorda demais para fazer ginástica e precisaria perder peso se quisesse dar certo como ginasta.

Hoje tenho 34 anos e sou instrutora de Jazzexercise. Vou fazer questão de que ninguém nunca diga palavras como aquelas aos meus filhos. Aquilo marcou uma virada para mim em termos de como eu enxergava meu corpo. – Erin

“Mesmo depois de 20 anos, nunca consegui esquecer aquele versinho que meus colegas inventaram para me chamar, que tanto me magoava.”

Foi na terceira ou quarta série. Eu estudava num colégio particular de elite. Minha classe tinha uns 20 alunos. Estávamos esperando diante do prédio para entrar na aula de música quando do meio da fila eu ouvi três pessoas cantando um versinho que dizia “ei, Lizzy, ela é tão gorda, ei, Lizzy”, de trás para diante.

Na hora senti tanta vergonha, fiquei tão magoada, que comecei a chorar e saí correndo. Mesmo hoje, depois de 20 anos, nunca consegui esquecer aquele versinho que meus colegas criaram para me chamar, que tanto me magoou e que ficou marcado em minha memória para sempre. – Lizzy

“Eu estava na sétima série quando comecei a pular refeições para perder peso.”

Eu estava na sétima série quando comecei a pular refeições para perder peso. Sou americana de origem filipina e eu tinha inveja de minhas colegas que eram loiras, de olhos azuis. Eu não podia mudar essas coisas, mas percebi que podia ficar magrinha como elas. – Camelia

“Minha ex-melhor amiga me falou que, se fosse um cara, jamais se interessaria por meninas tão magras quanto eu.”

A memória mais antiga que tenho disso é de quando eu tinha 16 anos e minha (ex) melhor amiga me falou que, se ela fosse homem, jamais se interessaria por meninas tão magras como eu. Falou que ela iria querer “uma menina com carnes” e alguém que tivesse “alguma coisa que dá para pegar”. -- Jaileen

espelho

“Quando eu tinha uns 10 anos, um garoto do bairro começou a me chamar de coxuda.”

Quando eu tinha uns 10 anos de idade, um garoto do bairro começou a me chamar de “coxuda”, no mau sentido, querendo dizer que minhas coxas eram gordas e feias. Ele nunca dizia meu nome, só começou a me chamar assim. Gritava a palavra desde o outro lado da rua e se matava de rir com os outros meninos.

Isso me dói até hoje, e olhe que estou com 58 anos. Passei a vida sofrendo com problemas de peso. – Nancy

“Meu avô falou ‘sim, mas as pernas delas são branquinhas. As suas são morenas.’”

Eu não tinha nem 10 anos quando descobri e acreditei que havia algo de errado em mim. Foi quando meu avô me falou para não usar saia. Perguntei por que, já que minhas amigas usavam saias pelos joelhos. Meu avô falou: “Sim, mas as pernas delas são branquinhas. As suas são morenas.” -- Surabhi

“Estou com 29 anos e nunca mais parei de encolher a barriga.”

Eu tinha uns 10 anos de idade, era verão e eu estava no quintal de casa, de biquíni. Minha mãe fez algum comentário sobre minha barriga, dizendo que estava flácida, e minha avó respondeu: “Ela só precisa encolher”. Estou com 29 anos hoje e nunca mais parei de encolher a barriga. – Heather

“Eu tinha 15 anos de idade e um amigo meu gritou para mim, que estava do outro lado do refeitório do colégio, ‘periguete peituda’.”

Eu tinha 15 anos de idade e um amigo meu gritou para mim, do outro lado do refeitório do colégio, “ei, periguete peituda!”.

Na época, eu tinha um metro e 62 cm, pesava 57 quilos e usava sutiã de taça DD. Praticava esportes e era muito ativa, de modo que ter seios grandes me atrapalhava e me tornava alvo de brincadeiras desse tipo. Nem é preciso dizer que depois de dois anos no colegial, fiz uma cirurgia de redução de mamas. – Hannah

“Um dia ele e o amigo dele estavam conversando comigo e me disseram: ‘Você é bem bonitinha para uma garota negra’.”

Eu era caloura no ensino médio e era super apaixonada por um garoto da aula de educação física. Ele era divertido, parecia ser um amor e eu até achava que ele também gostava de mim.

Um dia ele e um amigo dele estavam conversando comigo e disseram “você é bem bonitinha para uma garota negra”, “você provavelmente seria mais bonitinha se fosse menino” e “por que você não usa shortinho bem curto, como as outras meninas?”.

Foi naquele momento que eu passei a me enxergar e enxergar as coisas que eu fazia como sendo diferentes. Mas não deixei que as palavras deles me mudassem. O que mudou, porém, foi meu interesse por caras que falavam comigo daquele jeito. – LaNeysha

“Naquela idade eu pensava que a gente só precisava se preocupar se fosse gorda. Não sabia que poderia haver um problema com uma parte de meu corpo tão trivial quanto minhas costas.”

Eu tinha 9 ou 10 anos e estava sentada na cama da minha melhor amiga. Ela passou o dedo por minhas costas, deu risada e falou que minha espinha era tão corcunda que eu parecia um estegossauro.

Naquela idade eu pensava que a gente só precisava se preocupar se fosse gorda. Não sabia que podia haver um problema com uma parte de meu corpo tão trivial quanto minhas costas. Aquilo me abriu os olhos para um mundo de inseguranças. – Emily

“Uma noite, quando eu estava jantando na casa de minha melhor amiga, os pais dela colocaram o jantar sobre meu prato separado em tantas colheradas de cada alimento.”

Durante toda minha vida eu sempre fui um pouco mais “redondinha” que as outras meninas da minha idade, mas eu tinha 11 anos, adorava me divertir e não dava muita bola para isso.

Uma noite, quando estava jantando na casa de minha melhor amiga, os pais dela colocaram o jantar sobre meu prato separado em tantas colheradas de cada alimento. Quando terminei, eu queria mais uma colherada de batatas, mas os pais dela me disseram que eu já tinha comido o suficiente e tiraram o prato.

Foi só quando voltei para casa naquela noite que eu percebi que também tinham tirado minha confiança. Nunca vou esquecer o olhar de repulsa nos rostos deles quando fizeram cara feia para mim. – Molly

piscina

“Um garoto da minha classe riu das minhas pernas italianas peludas.”

Na escola primária, eu era super moleca. Um dia, na terceira série, fui à escola de saia. Um garoto da minha classe riu de minhas pernas italianas peludas, e eu não consegui esquecer. Implorei à minha mãe para me deixar raspar as penas.

Um ano depois, quando eu tinha 9, ela finalmente deixou. Vinte anos se passaram desde então e demoraram para passar. – Gabrielle

“Eu, uma garota que adorava sentir o vento batendo em minha pele, passei a ser uma garota que se recusava categoricamente a correr.”

Com 12 anos de idade, eu media quase um metro e 83. Me lembro de estar no playground, bem em frente da porta do nosso apartamento, correndo como se estivesse sendo perseguida por monstros.

Eu me sentia livre – até o momento em que ouvi minha mãe comentar com sua amiga, dando risada, “ela corre como uma girafa doente”. Naquele instante, eu, uma garota que adorava sentir o vento batendo em minha pele, me converti em uma garota que se recusava categoricamente a correr.

Eu tinha vergonha profunda de ser tão alta e do meu jeito desajeitado de me mexer. São coisas que me incomodaram até eu chegar aos 30. – Jayme

“Me chamaram de ‘japa’ pela primeira vez e falaram que minha pele era ‘amarela’.”

Cresci em Memphis, Tennesse, nos anos 1970 e 1980. Meu pai era chinês e minha mãe é branca; eu me identificava como mestiça. Quando eu estava na quinta série nós nos mudamos do centro para um subúrbio de Memphis.

Saí de uma escola com alunos de muitas origens, onde eu me sentia à vontade, para um colégio onde pelo menos 95% dos alunos eram brancos, ricos e judeus.

Foi ali que me chamaram de “japa” pela primeira vez e me disseram que minha pele era “amarela”. Foi a partir daquele momento que comecei a me sentir mal em relação ao corpo em que eu tinha que viver. – Susan

“Me lembro do tempo que estava fazendo, das luzes, de todas as pessoas e de como ela riu.”

Um show na sexta série. Minha mãe falou ao namorado dela que eu comia tanto porque gostava que minhas coxas encostassem uma na outra. Me lembro do tempo que estava fazendo, das luzes, das pessoas todas e de como ela deu risada. – Jamie

“Aquela noite foi a primeira vez que eu olhei no espelho e vi uma pessoa gorda.”

Quando eu estava no primário, havia uma garota com excesso de peso na minha aula de natação e todo o mundo a chamava de “a garota gorda”. Eu não tirava sarro dela, mas também não a defendia. Um dia, depois da aula, minha mãe me chamou e falou: “Sabe aquela menina que chamam de gorda?”

Eu me preparei para ouvir um sermão sobre fazer a coisa certa, mas em vez disso ela prosseguiu: “Você é do mesmo tamanho que ela”. Aquela noite foi a primeira vez que eu olhei no espelho e vi uma pessoa gorda. – Anônima

“Ele resolveu que ‘não gostava de meninas com bigode’.”

Quando eu estava na sexta série, o menino de quem eu gostava e que tinha me dito recentemente que também gostava de mim me falou que não gostava mais porque tinha decidido que “não gostava de meninas com bigode”.

Ele falou para eu me raspar. Minha mãe disse que eu não podia raspar a área de bigode, então eu passei a ir ao colégio todos os dias tentando esconder meu rosto de modo que meus pelinhos clarinhos não fossem expostos na luz.

Nunca tinha passado por minha cabeça ver se eu tinha pelos no rosto, e a partir daquele momento, os pelos passaram a ser o que eu via cada vez que me olhava no espelho. – Mackenzie

“Ela não falou por mal, mas o fato de ouvir isso de uma pessoa da família fez alguma coisa dar um ‘clique’ na minha cabeça.”

“Você está horrível, parece um bicho-pau” foram as palavras usadas por minha mãe quando tinha 17 anos. Ela não falou por mal, mas o fato de ouvir isso de uma pessoa da família fez alguma coisa dar um “clique” na minha cabeça e a partir daquele instante, passei a prestar atenção a cada comentário feito sobre meu corpo: “

Você está tão magra que está quase invisível”, “você está que é só pele e osso”, “acho que daria pra mandar você para outro lugar de fax”, “seios? Onde?”. Passei três anos me alimentando à força, num esforço desesperado para ganhar peso e aumentar meus seios. Foi uma experiência horrível.

Pelo fato de eu ter feito isso, hoje sinto asco de comida e nos últimos dois anos venho tendo dificuldade em me alimentar direito. Tenho sorte se consigo comer mais de uma refeição por dia, como porções muito pequenas e mesmo assim, muitas vezes deixo a metade sem comer. – Anônima

“Minha infância foi cheia de comentários tipo ‘você está com cara de doente’ ou ‘você precisa comer mais’.”

Cresci numa família caribenha. As mulheres caribenhas, assim como as negras de modo geral, sempre gostaram de ter corpos mais cheios. Eu era incrivelmente magrinha até completar 20 anos.

Minha infância foi cheia de comentários tipo “você está com cara de doente”, “você precisa comer mais”, ou, o melhor, “você parece bulímica (ou anoréxica)”. Nunca senti que eu fosse bonita, sexy ou do jeito que deveria ser. Mesmo hoje, aos 25, ainda tenho problemas com minha imagem corporal. – Christine

“Com 11 anos de idade eu desisti dos treinos, comecei a perder peso e abri mão do meu sonho de virar campeã, porque minha mãe me fez sentir vergonha dos meus músculos.”

Quando eu tinha uns 9 anos, comecei a ganhar músculos grandes nas pernas graças aos anos fazendo ginástica. Minha mãe começou a me chamar de coxuda e homem, levando meus irmãos mais velhos e os amigos deles a fazer o mesmo. Com 11 anos de idade eu desisti dos treinos, comecei a perder peso e abri mão do meu sonho de virar campeã, porque minha mãe me fez sentir vergonha dos meus músculos. – Danielle

“Ela beliscou o pneuzinho na minha cintura e me disse que garotas com o corpo como o meu ‘não eram feitas para dançar’.”

A primeira vez em que me senti mal em relação ao meu corpo foi o verão dos meus 8 anos de idade. Falei para minha avó que eu queria fazer aula de dança e virar bailarina famosa. Ela beliscou o pneuzinho na minha cintura e me disse que garotas com corpo como o meu “não são feitas para dançar”. Passei meses com o coração partido. – Anônima

Estes relatos foram editados e resumidos.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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