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13/12/2015 17:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Menor, mas presente em muitas capitais. Como foram as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff

Estadão Conteúdo

As ruas gritaram forte contra Dilma Rousseff neste ano. Milhões se juntaram para pedir sua saída do poder nos dias 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto. Neste domingo (13), agora com o pedido de impeachment acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o grito não veio tão alto quanto nas vezes anteriores.

Ainda assim, manifestantes se reuniram em diversas cidades - os grupos organizadores dos protestos falam em 100 cidades com focos contrários ao governo petista. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba viram mais uma vez as camisetas verde amarelas nas ruas.

São Paulo

Carro-chefe dos protestos contrários ao PT, o ex-presidente Lula e pela queda da presidente Dilma, a capital paulista não vê neste domingo movimentação parecida com as anteriores, que chegaram a juntar 1 milhão de vozes no dia 15 de março contra a presidente. Em agosto, o ato reuniu 350 mil manifestantes. Segundo números da Polícia Militar (PM) foram 30 mil, principalmente na proximidade do Masp. Os movimentos que organizaram os protestos contabilizaram 80 mil.

O senador José Serra (PSDB-SP) passou pela Avenida Paulista hoje e circulou em torno do caminhão de som do grupo Vem Pra Rua. "Eu acredito que só a mobilização da população brasileira vai tirar o Brasil desta situação. Estejam certos de uma coisa: no Congresso nós lutamos pela mesma coisa", disse o senador.

Aloysio Nunes, também do PSDB, engrossou a voz. "Estou aqui para dizer que não vai ter golpe, o que vai ter é impeachment. Queremos pôr fim a um governo que não deveria ter começado", disse o senador.

Brasília

Cerca de 6 mil manifestantes, segundo a PM, e 30 mil, segundo os organizadores, se reuniram em frente ao Congresso Nacional para pedir o impeachment da presidente Dilma. Alguns manifestantes carregaram um caixão com a bandeira do PT e uma caricatura da presidente Dilma Rousseff no gramado em frente ao Congresso Nacional.

Curitiba

Cerca de 7 mil pessoas compareceram à manifestação, segundo estimativas da Polícia Militar. A organização, feita por três movimentos - Curitiba contra a Corrupção, Movimento Brasil Livre e Marcha com Deus pela família e pela liberdade - contabilizou 20 mil manifestantes.

Na capital paranaense, dois personagens antagônicos foram tema dos gritos de ordem: o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato, aclamado como herói, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, como vilão.

Belo Horizonte

Um homem acabou detido após tentar furar um dos bonecos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido como presidiário levados à praça por manifestantes a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

A Polícia Militar de Minas Gerais informou que, no auge da manifestação, por volta das 14h30, cerca de 5 mil pessoas participavam do protesto contra a presidente. Em 16 de agosto, também levando em conta os números da PM, cerca de 6 mil pessoas estiveram na praça. Novamente, Aécio Neves (PSDB) não participou das manifestações.

Porto Alegre

A concentração para o protesto em defesa do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) começou às 15 horas. Por volta das 16h30, a Brigada Militar (BM) estimava a participação de 400 pessoas. Já o Movimento Brasil Livre (MBL) fala em pelo menos 3 mil.

Nos três atos que os movimentos contrários a Dilma realizaram ao longo de 2015, Porto Alegre teve alta adesão. Desta vez, os organizadores fazem questão de dizer que a mobilização não é do mesmo porte das anteriores. O ato deste domingo é considerada um "esquenta" para um grande protesto a favor do impeachment que deve ser realizado em 2016, ainda sem data marcada.

Salvador

Movimento pró-impeachment teve baixa adesão em Salvador: Com temperatura alta e muito sol, a Polícia Militar estimou em 500 o número de pessoas que participaram do protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mais uma vez, o público foi bem menor que o de eventos anteriores.

Recife

Em Recife, capital de Pernambuco, a manifestação pró-impeachment reuniu cerca de 500 pessoas na praça do Marco Zero, região central da cidade. Na capital pernambucana o ato é coordenado pelos movimentos Estado de Direito, Vem pra Rua e Direita Pernambuco.

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