MULHERES
11/12/2015 11:48 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

'O que seria de nós se não fosse uma mulher para nos dar alegria e prazer?', diz 1º senador do Partido da Mulher

O senador Hélio José (DF) filiou-se oficialmente ao Partido da Mulher Brasileira (PMB) nesta quinta-feira (10). Em seu primeiro discurso no plenário, o senador perguntou: "o que seria de nós homens se não fosse uma mulher para estar do nosso lado para nos dar alegria e prazer?".

O ex-membro do PSD agradeceu à equipe do antigo partido e justificou a mudança pelo seu engajamento "na luta para o fim dos preconceitos".

"As mulheres brasileiras formam mais de 50% da nossa população, mais de 50% do nosso eleitorado, e não podem continuar sendo discriminadas. Por isso, eu, como homem, tenho prazer de estar nesse partido para lutar pelos direitos sociais de todas as pessoas que aqui vivem nessa terra, principalmente as mulheres... O que seria de nós homens se não fosse uma mulher para estar do nosso lado para nos dar alegria e prazer?"

Hélio José é o primeiro senador em exercício do Partido da Mulher Brasileira, que em dois meses de atuação já possui 20 representantes na Câmara dos Deputados – sendo 18 homens e duas mulheres.

O senador Paulo Paim (PT-RS) interrompeu o discurso para elogiar a atuação do deputado nos direitos humanos. Ele também discordou daqueles que condenam um partido destinado à mulher ter homens em sua composição.

"Eu coordeno a frente parlamentar dos homens contra a violência as mulheres. A mulher é mãe. A mulher que nos gera. A mulher tem mais simbologia no homem que o próprio homem", disse.

Partido da Mulher Brasileira

O PMB foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em setembro e já poderá lançar candidatos às eleições de 2016.

Em seu site oficial, o partido se diz "formado pela vida, radicado na experiência de mulheres progressistas; de mulheres e homens que manifestaram sempre a sua solidariedade com as mulheres privadas de liberdades políticas, vítimas de opressão, da exclusão e das terríveis condições de vida”.

O foco é mudar o cenário atual, de pouca representatividade feminina na política.

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