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10/12/2015 14:42 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Luciana Genro x Jean Wyllys: Eles são contra o impeachment e Cunha, mas discordam sobre eleições gerais em 2016

Reprodução/Facebook

Principal partido da esquerda política nacional hoje, o PSol tem posição fechada quando o assunto é combater o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e apoiar o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas uma outra questão colocou dois ícones da legenda em polos distintos.

A ex-deputada Luciana Genro (RS), candidata à Presidência da República pelo PSol nas últimas eleições, usou a sua página no Twitter para defender as bandeiras do partido contra impeachment, Cunha e Michel Temer...

Mas a polêmica surgiu quando ela mencionou a necessidade de eleições gerais em 2016, algo que Dilma deveria encaminhar ao Congresso tão logo termine a discussão sobre o impeachment.

Como já havia dito em entrevista ao HuffPost Brasil neste ano, Luciana Genro acredita que é o momento ainda de uma Assembleia Constituinte, a fim de permitir que a população possa mudar a construção ideológica, política e econômica que está presente nos rumos do País.

Após a repercussão das mensagens, o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) se posicionou contrário à sugestão de eleições gerais no próximo ano. Para ele, no Brasil “não existe revogação de mandatos” e é preciso respeitar os ritos constitucionais, o que significa permitir que Dilma conclua o seu mandato em 2018 – isso se não acabar impedida pelo processo em andamento no Congresso.

Várias pessoas têm me perguntado nas últimas horas sobre a proposta que a minha companheira de partido Luciana Genro...

Posted by Jean Wyllys on Quarta, 9 de dezembro de 2015


Como uma espécie de tréplica, Luciana Genro disse que não esperava unanimidade quanto às suas sugestões para o País. Contudo, voltou a defender a sua proposta, dizendo acreditar não ser possível aguardar até 2018 com “um governo que foi eleito com um programa oposto ao que está aplicando”.

Estou muito satisfeita com o debate que se abriu com a minha proposta de derrotar o impeachment e que a Dilma envie ao...

Posted by Luciana Genro on Quinta, 10 de dezembro de 2015


O debate prossegue, em meio ao processo de impeachment que será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16. Um dia antes, o Conselho de Ética vai tentar, pela oitava vez, votar o relatório que pode admitir o processo de cassação de Cunha.

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