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10/12/2015 11:04 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Deputados Zé Geraldo e Wellington Roberto partem para briga em nova confusão no Conselho de Ética (VÍDEO)

Cenas pitorescas e atrasos voltaram a ocorrer na manhã desta quinta-feira (10), no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que tenta votar pela admissibilidade do processo de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Por pouco dois parlamentares chegaram às vias de fato logo no início da sessão.

A confusão começou quando o deputado Wellington Roberto (PR-PB), aliado de Cunha, chamou de ‘golpe’ uma representação feita na quarta-feira (9), por representantes do PSol e da Rede, pedindo o afastamento do peemedebista do comando da Câmara. Ele foi logo repreendido pelo petista Zé Geraldo (PA), que chamou o colega de ‘bagunceiro’.

Os dois logo começaram a gesticular e bater boca. Tapas vieram a seguir e a turma do ‘deixa disso’ teve de intervir para que os dois deputados não brigassem fisicamente. Se Geraldo chamou Wellington de ‘tropa de Cunha’, o parlamentar do PR disse que ‘quem tem turma é ladrão’ e que ‘nenhum macho toca em mim’.

A sessão foi suspensa por cinco minutos pelo presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), que criticou os dois deputados pelo tumulto. “Esse conselho deve ser o local da ética, do zelo e do respeito entre os seus pares, da conversa e do diálogo. Jamais isso poderá ser transformado em um ringue”, disse.

Nesta quinta-feira o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) foi apresentado como novo relator do processo contra Cunha no conselho e, em seu discurso, declarou que “não pretende procrastinar” os trabalhos, prometendo lisura e agilidade. Há a expectativa que ele apresente um relatório favorável à admissibilidade já na próxima terça-feira (15).

Nunca na história do Conselho de Ética um processo de admissão de um relatório contra um parlamentar foi tão protelado como o de Cunha. Já foram sete encontros, sem que a votação tenha sido possível. O antigo relator, Fausto Pinato (PRB-SP), foi destituído e acusou Cunha e seus aliados pela manobra. Ele disse ainda ter sido ameaçado de morte enquanto era relator.

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