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08/12/2015 16:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Por que voluntários estão fazendo o trabalho da Samarco na crise em Governador Valadares?

Felipe Larozza/VICE


O senhor é meu pastor e nada me faltará", evoca, ao microfone, uma pastora evangélica que tenta organizar a fila de moradores no bairro da Bela Vista, em Governador Valadares (MG), para receber doações de água. Com o rompimento da barragem de rejeitos em Bento Rodrigues, na cidade de Mariana, e a morte do Rio Doce – principal fonte de abastecimento da região –, travou-se uma verdadeira batalha no local. A palavra "água" soa tão valiosa quanto "ouro".

Apesar de a mineradora Samarco informar que já forneceu mais de 8,5 milhões de litros de água potável para o município, o caos hídrico ainda não foi resolvido. E, para sanar a deficiência de parte da população – que ainda duvida da qualidade da água encanada –, caminhões abarrotados de doações chegam de diversas partes do país.

Em Governador Valadares, cuja calamidade pública foi decretada em 10 de novembro, voluntários se juntam à Polícia Militar para levar água até os pontos mais críticos e, consequentemente, pobres da cidade.

Foi através de um post no Facebook que dois amigos de São Paulo mobilizaram 220 toneladas de doações. Para a operação ganhar forças, eles se juntaram ao advogado Moacyr Junior, que já estava arrecadando um alto número de doações na Zona Norte de São Paulo. Feita a parceria, seis carretas se dirigiram à cidade até o momento.

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