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Sósia de Hitler aparece na Câmara do Rio em apoio ao projeto Escola Sem Partido, do vereador Carlos Bolsonaro (VÍDEOS)

07/12/2015 16:25 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02
Nazistas apoiam o projeto Escola sem Partido

Nazistas apoiam o projeto Escola sem PartidoA Audiência Pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal para debater o Projeto de Lei Escola Sem Partido (do vereador Carlos Bolsonaro) contou com a desprezível presença de simpatizantes do nazismo. Um sujeito fantasiado de Hitler, e outros com emblemas do exército alemão, estavam no plenário da casa. O vereador Renato Cinco destacou o caráter autoritário do Projeto e ainda criticou as provocações homofóbicas do vereador Carlos Bolsonaro. #EquipeRenatoCinco

Posted by Renato Cinco on Quinta, 3 de dezembro de 2015

Um homem que se passava como sósia do líder nazista Adolf Hitler foi retirado de uma sessão na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (3). Ao lado de outras pessoas vestidas de preto, ele acompanhava a discussão do projeto de lei 867/2014, do vereador Carlos Bolsonaro (PP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Elemento fantasiado de Hitler foi impedido de falar na Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos da Câmara...

Posted by Renato Cinco on Quinta, 3 de dezembro de 2015


A audiência pública, organizada pela Comissão de Direitos Humanos da Casa, visava debater o caráter ideológico no ensino da capital fluminense. Segundo a proposta, as disciplinas obrigatórias deverão reduzir ao máximo seus conteúdos morais e os professores não poderão, por exemplo, estimular alunos a participar de passeatas com finalidade político-partidárias.

“(O projeto) servirá para orientar os professores de que seus alunos podem, em determinados momentos, discordar ideologicamente de seus mestres, e que não serão punidos por isto, seja defendendo A ou defendendo B. É uma conotação extremamente simples”, defendeu Carlos Bolsonaro, que acredita haver no Brasil uma “doutrinação política e ideológica em sala de aula”.

O homem vestido com um paletó recheado de broches do Exército alemão, usando um bigode e um penteado que lembravam o líder da Alemanha nazista (1933-1945), causou indignação entre os presentes. Segundo o jornal O Dia, seu nome é Marco Antônio Santos e ele chegou a se inscrever para falar, mas foi impedido pelo presidente da Câmara, Jefferson Moura (Rede).

“Num parlamento democrático não há espaço para apologia ao nazismo. É inadmissível um indivíduo fantasiado de Adolf Hitler usar a tribuna do plenário para se expressar”, disse Moura. Sobre o projeto de Bolsonaro, ele também possui muitas preocupações. “O projeto se preocupa fundamentalmente em retirar a autonomia pedagógica. Calar e retirar do espaço da sala de aula a capacidade transformadora”, emendou.

No parlamento da cidade do Rio de Janeiro, em uma audiência pública presidida por mim e por respeito a democracia, não...

Posted by Jefferson Moura on Quinta, 3 de dezembro de 2015


Mais crítico foi o vereador Renato Cinco (PSol), antigo desafeto de Carlos Bolsonaro. “Essa audiência hoje revelou duas coisas: em primeiro lugar, pelas representações que apareceram de um lado de outro. De um, vimos professores, estudantes, questionando o autoritarismo desse projeto. E vimos vindo defender esse projeto um cidadão fantasiado de Adolf Hitler, que não tem coragem de usar a suástica porque senão vão presos na hora (...). É esse tipo de pessoa que defende esse projeto”.

Repúdio ao projeto "escola sem partido"Na quinta-feira (03), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal...

Posted by Renato Cinco on Sexta, 4 de dezembro de 2015


Na página de Cinco no Facebook, uma foto do mesmo homem ao lado de Jair Bolsonaro chamou a atenção dos seguidores do vereador do PSol, que prosseguiu as suas críticas. “A família Bolsonaro anda de braços dados com o mais nefasto da política mundial. De um lado, estava CDH, profissionais de educação e estudantes contra o projeto ‘Escola Sem Partido’. Do outro lado, junto com o vereador Carlos Bolsonaro, um bando de fascistas”.

Já Carlos Bolsonaro não falou sobre a presença do sósia do Hitler, preferindo criticar os “’esquerdopatas’ que avaliam que a educação no país tem que seguir o mesmo rumo que está seguindo atualmente”.

VEREADOR DO PARTIDO REDE (ex-PSOL) FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO E NÃO CONVIDA OFICIALMENTE O...

Posted by Carlos Bolsonaro on Quinta, 3 de dezembro de 2015


Alheia à confusão na audiência, a professora titular da Faculdade de Educação da UFRJ, Carmem Teresa Gabriel, destacou que a escola tem o papel de socializar e democratizar o conhecimento. Para isso, o professor possui um papel fundamental e estratégico. “Não existem projetos neutros. O debate democrático é o debate do conflito das diferentes posições. O que me parece estranho é que a gente assuma uma neutralidade em uma sociedade completamente desigual. Isso é assumir um partido”, avaliou.

Após serem retirados da sessão, um dos colegas do sósia de Hitler prestou queixa contra Jefferson Moura por difamação, enquanto o vereador acionou a corregedoria da Câmara para investigar a apologia ao crime de nazismo dentro da Casa.

Há no Congresso Nacional iniciativas semelhantes que discutem o fim do que chamam de ‘doutrinação ideológica’ na educação brasileira.

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