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06/12/2015 19:16 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

#OcupaEscola: Estudantes anunciam manutenção das ocupações até Alckmin cancelar em definitivo a reorganização (VÍDEO)

Estudantes do Comando de Escolas Ocupadas, fizeram agora há pouco uma coletiva sobre a reunião que aconteceu na Ocupa E. E. Diadema

Posted by Não fechem minha escola on Domingo, 6 de dezembro de 2015

As lideranças do movimento estudantil que ocupa quase 200 escolas no Estado de São Paulo desde o mês passado anunciaram neste domingo (6) a manutenção das ocupações. De acordo com os estudantes, em anúncio feito em uma escola de Diadema, na Grande SP, a mobilização continua até que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) revogue em definitivo o projeto de reorganização escolar.

“A força dos estudantes já foi provada uma vez que o governador teve que recuar com o projeto e o secretário teve que deixar o cargo. Uma grande derrota imposta pelos estudantes. Exigimos que o projeto da reorganização escolar seja permanentemente cancelado, e que o governador Geraldo Alckmin faça um pronunciamento claro e concreto através de uma audiência pública amplamente convocada”.

Pronunciamento que aconteceu a pouco na escola estadual Diadema:Nós, estudantes secundaristas, após o encontro...

Posted by Comando das Escolas Ocupadas on Domingo, 6 de dezembro de 2015


Os estudantes ainda fizeram outras exigências. No comunicado, eles pediram que os policiais que “agrediram ou ameaçaram os estudantes” sejam punidos e que nenhum estudante, professor, funcionário ou apoiador do movimento de ocupação seja punido ou criminalizado pelas autoridades.

O movimento também reforçou o ato marcado para a próxima quarta-feira (9), na Avenida Paulista, às 17h, convidando toda a sociedade a apoiar as ocupações. Até as 18h45 deste domingo, mais de 3,5 mil pessoas já haviam confirmado presença na página do evento no Facebook.

A manutenção das ocupações já tinha sido sinalizada na sexta-feira (4), quando o governo estadual anunciou a suspensão do plano de reorganizar e fechar escolas de SP já em 2016. O recuo foi publicado no Diário Oficial neste sábado (5). Entretanto, os estudantes dizem não confiar nas decisões que saem do Palácio dos Bandeirantes, temendo que o projeto seja retomado a toque de caixa no período de férias, contando com a desmobilização dos estudantes.

Em outra frente, a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público (MP-SP) e pela Defensoria Pública segue em andamento e pode receber uma resposta da Justiça ainda nesta semana. Assim, a defensora Daniela Skromov sugeriu que a mobilização dos estudantes da rede estadual de ensino fosse mantida.

“A população tem de se empoderar dos mecanismos de participação democrática, como os grêmios de escola, e pressionar, no sentido legítimo da palavra, a Assembleia Legislativa a discutir e aprovar um bom plano, que vai nortear a Educação de São Paulo pelos próximos dez anos. Existe muito espaço para canalização da massa crítica construtiva. A questão agora é ocupá-los”, comentou.

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