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04/12/2015 19:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Mais 3 motivos para o PSol e a Rede acionarem Cunha na PGR

Montagem/Estadão Conteúdo

O PSol e a Rede vão entrar com um aditivo na representação já apresentada à Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na lista, há novos argumentos:

  • Parecer favorável ao impeachment desconsiderando a Lava Jato: Os PSol alega que o artigo 10 do documento que acata o pedido de impedimento isenta a presidente Dilma Rousseff das ligações com a Operação Lava Jato, considera as denúncias “ilações”. Para os partidos, ao desqualificar as denúncia, Cunha usa a presidiência da Casa em causa própria, já que ele também é investigado na operação.
  • Iluminação do Congresso: Os partidos argumentam ainda que ao iluminar a Câmara de verde e amarelo, o presidente da Casa está nitidamente se posicionando favorável ao impeachment. O Congresso deveria estar iluminado de vermelho, em referência ao mês de combate ao HIV.
  • Barganha com criação de cargos: As siglas alegam ainda que, ao criar 14 cargos de natureza especial para o recém-criado Partido da Mulher Brasileira, o presidente da Casa favorece a legenda. A Rede, também recém-criada, não tem nenhum cargo.

O líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), pede o afastamento de Cunha da presidência.

"Com as denúncias de chantagens em torno da instalação da comissão do impeachment e a decisão tomada poucas horas depois do anúncio do voto contra Cunha no Conselho de Ética pelos deputados do PT, ficou ainda mais evidente a necessidade de o Poder Judiciário afastar o deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara para que ele deixe de usar o cargo que ocupa para defender-se das graves acusações que pesam contra ele."

Para o líder do PSol, Chico Alencar (RJ), Cunha atua em benefício próprio.

“Mais uma vez está se auto-protegendo, blindando, opinando já no mérito do pedido de impeachment que ele acolheu”.

Impeachment

O PSol também adiantou que vai se posicionar contra o impeachment, mas explicou que isso não quer dizer que o partido está ao lado do governo. De acordo Alencar, a legenda considerou a abertura do impeachment oportunista, principalmente por ser sustentada pela tese das pedaladas fiscais, manobra que os estados também adotam.

"O processo de destituição de um governante eleito, que já começa sob o signo da sabotagem, sob a marca da barganha, pelo visto mal sucedida para aqueles que não queriam esse procedimento, ele começa muito mal.”

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