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03/12/2015 19:24 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

'As pessoas sabem que com democracia não se brinca', diz ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Após reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros e o vice-líder do governo no Senado, José Pimentel (PT-CE), o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse à imprensa que o governo está se mobilizando para se defender institucionalmente.

“O volume de manifestações, e não é necessariamente de aliados da presidente, é grande. As pessoas sabem que com democracia não se brinca”, arrematou. “(Esse processo) é uma afronta à democracia”, acrescentou.

Na avaliação dele, atingir as metas econômicas não é um objetivo constitucional. “Não atingi-las não significa crime de responsabilidade”, emendou.

O ministro seguiu o mesmo discurso do pronunciamento da presidente na quarta-feira (2). Assim como a presidente, ele viu a aprovação do projeto que revisa a meta fiscal como uma vitória em meio ao processo de impeachment.

Para ele, o governo tinha que responder as acusações.

"O presidente Cunha falou uma mentira e não podia deixar em branco uma acusação contra a presidente da República.”

A expectativa dele é que os parlamentares votem contra o impeachment e se posicionem pela ‘defesa das instituições’.

"Vamos defender o governo, mas maior do que a defesa do governo é a defesa pela institucionalidade. Se a moda pega, vai começar a se banalizar um instrumento tão nobre quanto o do impedimento."

O ministro disse ainda que a presidente quer conversar com os governadores, pois eles também passam por dificuldades financeiras.

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