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03/12/2015 12:01 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Abertura de impeachment contra Dilma anima investidores e Petrobras dispara

Montagem/Estadão Conteúdo

A Bovespa vive um clima muito positivo neste início da sessão desta quinta-feira, 3, após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter autorizado ontem a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A exemplo do que aconteceu durante a campanha eleitoral do ano passado, estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras disparam com a divulgação de notícias contrárias a Dilma.

Às 10h25, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, subia 2,70%, aos 46.126,46 pontos. Petrobras ON ganhava 6,23% e PN +6,25%, Banco do Brasil ON saltava 4,75% e Eletrobras ON tinha alta de 4,68%. Entre outras blue chips, Vale (ON -0,23% e PN +0,10%) e bancos (Itaú PN +4,13% e Bradesco PN +4,20%) também registravam valorização.

Por volta das 11h28, o Ibovespa subia 4,77%, a 47.056 pontos pontos, segundo a Reuters. O dólar comercial também está em queda nesta quinta-feira diante do Real. Por volta das 10h, a moeda americana era negociada a R$ 3,83. Já a partir das 11h, ela ficava abaixo dos R$ 3,79 e acumulava queda de 1,06%.

Embora um processo de afastamento da presidente traga muitas incertezas e instabilidade, o que desagrada as agências de classificação de risco, a leitura inicial de parte do mercado é a de que uma mudança na condução do País pode garantir a governabilidade necessária para que a economia brasileira consiga sair da crise fiscal e econômica em que se encontra.

Mesmo assim, analistas apontam que o rali dos ativos brasileiros pode ser de curto prazo. "A falta de avanços na questão do ajuste fiscal e os riscos políticos inerentes ao processo de impeachment carregam significativos riscos de baixa", aponta relatório assinado pelo economista João Pedro Ribeiro. "Nossa primeira reação é de que esse evento vai trazer mais volatilidade e incerteza, em vez de aliviar os receios dos mercados", afirma o Barclays em texto enviado a clientes na noite de ontem.

O custo do swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) de cinco anos do Brasil opera com leve alta. Há pouco, o CDS mostrava taxa de 448,82 pontos, em alta de 0,43%. A cotação atual está longe do pico de 534,6 atingido em 28 de setembro, que havia marcado o patamar mais alto desde outubro de 2008.

Em Wall Street, os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma abertura positiva, em linha com os ganhos das praças acionárias europeias, com investidores à espera de que o Banco Central Europeu (BCE) anuncie hoje mais estímulos à economia via afrouxamento das condições monetárias.

Por volta das 10h25, Londres subia 0,27%, Paris ganhava 1,06% e Frankfurt +0,64%. Em Nova York, o Dow Jones futuro tinha alta de 0,41%.

(Cm informações da Estadão Conteúdo e Reuters)

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