MULHERES

Há 60 anos, Rosa Parks se recusava a ceder lugar a um homem branco em ônibus

01/12/2015 17:51 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:35 -02

Há 60 anos, a costureira Rosa Parks se tornou referência na luta antirracismo nos Estados Unidos.

Na década de 50, em Montgomery, no Alabama, as leis de segregação racial ainda regiam a vida das pessoas.

E era comum que uma mulher negra ficasse escondida e em segundo plano quando próxima de uma mulher ou homem branco em algum ambiente público ou até mesmo na rua. Mas em 1 de dezembro de 1955, Parks fez história.

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Naquela época, as primeiras filas dos ônibus eram, por lei, reservadas para passageiros brancos. Atrás ficavam os assentos permitidos para negros.

Rosa Parks utilizava um desses ônibus para ir e voltar do trabalho. Neste dia, ela sentou-se em um dos lugares reservados aos brancos.

Quando o motorista exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no ônibus, Parks se negou a cumprir a ordem. Ela continuou sentada e, por isso, foi detida e levada para a prisão.

rosa parks

A atitude de Parks motivou um boicote aos ônibus da cidade e milhares de negros se recusaram a tomar ônibus a caminho do trabalho o que provocou protestos em diversos locais do país. O The Guardian lembrou o momento em imagens.

Dez anos depois, o movimento negro ganhou ainda mais força ao lado de Martin Luther King -- em 1965 aconteceu a marcha de Montgomery até a cidade de Selma, que virou até filme -- ganhador do Oscar de melhor música em 2015 --.

A partir destas e outras ações, foram estabelecidas as Leis dos Direitos Civis, que trouxeram melhorias para a vida dos negros. Mas, ainda hoje, a disparidade social nos EUA é grande.

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