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30/11/2015 14:32 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Programa quer promover intercâmbio de 200 mil estudantes e pesquisadores entre países da América Latina

Anadolu Agency via Getty Images
HAVANA, CUBA - FEBRUARY 11: People are seen among the street of Old Havana capital of Cuba on February 11, 2015. Number of tourists increase gradually Old Havana recently after normalization of Cuba - U.S. relations. Old Havana, in UNESCO World Heritage List, is alive and dynamic at all hours of the day and night. Latin melodies coming from streets and architecture welcome the tourists. (Photo by Aykut Unlupinar/Anadolu Agency/Getty Images)

A secretária-geral Ibero-Americana, Rebeca Grynspan, defendeu a importância de programas de intercâmbio acadêmico na formação do estudante. “A América Latina é a região com menor índice de mobilidade acadêmica no mundo”, afirmou a costarriquenha que veio ao Brasil para articular agendas de cooperação com o governo brasileiro.

Em entrevista à Agência Brasil, Rebeca falou sobre o programa Aliança pela Mobilidade Acadêmica Ibero-americana, uma iniciativa que vai possibilitar a estudantes e pesquisadores dos 22 países da América Latina, além de Portugal, Espanha e Andorra, fazer intercâmbios acadêmicos. Ela estima que o programa já estará em curso no primeiro trimestre de 2016.

Segundo Rebeca, o programa vai possibilitar, pela primeira vez, que um número significativo de pessoas estudem, por um período, ou façam práticas laborais em outro país. “Queremos chegar a 200 mil intercâmbios até 2020”.

“Enquanto que na Ásia 7,5% dos estudantes têm uma experiência educativa fora do país, aqui [América Latina] é apenas 1%. Queremos que essas experiências sejam de qualidade, que os créditos [pontuação das matérias] sejam reconhecidos mutuamente e que seja acessível para os grupos de menor renda que estão na universidade”, afirmou Rebeca.

O programa é desenvolvido em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos e com o Conselho Universitário Ibero-americano e está em fase de consolidação de parcerias. Segundo Rebeca, o banco Santander já se comprometeu a patrocinar 40 mil bolsas de estudo até 2020.

Laboratório de Inovação Cidadã

A secretária participou ontem (29) do encerramento do Laboratório de Inovação Cidadã, no Rio de Janeiro. O Laboratório reuniu 120 pesquisadores e estudantes de 14 países ibero-americanos para o desenvolvimento de projetos de inovação. A iniciativa é uma parceria da Secretaria-Geral Ibero-Americana com o Ministério da Cultura brasileiro. A primeira edição foi no ano passado, no México.

Entre os projetos que estão sendo desenvolvidos, há um que chama a atenção pelo momento delicado que o país vive – com aumento do número de casos de microcefalia, possivelmente relacionados à infecção por vírus zika. A ideia inovadora é a criação de um aplicativo de celular que faz a contagem automática de ovos do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, do vírus zika e da chikungunya.

“As amostras [atualmente] são contadas manualmente, precisam de técnicos especializados, lupas e luvas. O que queremos é expandir essa tecnologia para o uso da sociedade”, explicou o analista ambiental Odair Scatoline, um dos executores do projeto.

“Estamos desenvolvendo um aplicativo em que cidadãos comuns podem utilizar o celular e, semanalmente, fotografar os ovos e enviar a um servidor na web, onde será feita uma contagem automatizada desses ovos e disponibilizada em um mapa”.

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