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30/11/2015 15:59 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Parlamentares britânicos defendem imposto sobre açúcar para combater obesidade infantil

Justin Sullivan via Getty Images
SAN FRANCISCO - NOVEMBER 12: School children at Fairmount Elementary School look at a display showing how much sugar is in soft drinks and juices on November 12, 2010 in San Francisco, California. San Francisco mayor Gavin Newsom announced today that he vetoed a controversial legislation that was approved by the San Francisco board of supervisors that would ban toys in fast food 'happy meals.' He promoted his 'Shape Up SF' program as a more effective way to combat childhood obesity by encouraging children to eat better, exercise and for schools to offer healthy food choices that include fresh vegetables. (Photo by Justin Sullivan/Getty Images)

Legisladores britânicos exortaram o governo nesta segunda-feira (30) a adotar medidas rígidas, incluindo um imposto sobre bebidas com açúcar e um controle de promoções de preços de "alimentos e bebidas prejudiciais à saúde" para combater a obesidade infantil.

O Comitê de Saúde do Parlamento disse haver "indícios claros de que medidas para aprimorar o ambiente alimentício" devem ser empregadas para lidar com o problema, cujo tratamento custa ao sistema de saúde estatal 5,1 bilhões de libras esterlinas (R$ 29,9 bilhões) por ano.

Mas um porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou que o premiê não acredita que um imposto no açúcar é "o curso de ação certo", e que seu governo irá revelar uma estratégia nacional de combate à obesidade infantil no Ano Novo.

Em um relatório, o comitê afirmou que, além do imposto e do controle das promoções, deveria haver controles mais rígidos no marketing e na propaganda de tais alimentos e bebidas, e que os rótulos deveriam mostrar a quantidade de açúcar em colheres, entre outras ações.

"Um terço das crianças que saem do ensino fundamental estão acima do peso ou obesas, e as crianças mais carentes correm duas vezes mais risco de se tornar obesas do que as menos carentes", disse Sarah Wollaston, presidente do comitê.

A indústria de bebidas criticou as conclusões do relatório, dizendo que os parlamentares "engoliram" a pauta dos lobistas.

"É decepcionante que o comitê tenha desperdiçado a chance de acrescentar uma voz independente robusta ao debate da obesidade", opinou Ian Wright, diretor-geral da Federação de Alimentos e Bebidas da Grã-Bretanha.

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