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28/11/2015 12:42 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Abertura de processo de cassação de Cunha pode pavimentar impeachment de Dilma

Montagem/Estadão Conteúdo

O "abraço dos afogados" de Eduardo Cunha (PMDB) e Dilma Rousseff (PT) vai ficando cada vez mais nítido à medida que 2015 se aproxima do fim.

A coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, informa neste sábado (28) que a possível abertura de processo de cassação contra o presidente da Câmara dos Deputados é considerada uma manobra política arriscada que pode atingir a presidente da República.

Inimigo de Dilma e do PT, Cunha teria uma motivação ainda mais forte para aceitar o pedido de impeachment contra Dilma.

O próprio Palácio do Planalto vê terça-feira (1º), data em que o processo contra Cunha deve ser aberto, "como o dia D", segundo o Painel.

Cunha usaria como argumento contra Dilma o atraso na votação da mudança da meta fiscal de 2015.

"O presidente da Câmara tem afirmado nos bastidores que, se o projeto não for aprovado na semana que vem, será 'obrigado' a aceitar a tese de que as pedaladas [fiscais] continuaram", diz a coluna.

Como o TCU (Tribunal de Contas da União) já rejeitou as contas de Dilma em 2014, Cunha deve defender que a presidente vem violando a Lei de Responsabilidade Fiscal nos últimos dois anos.

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