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26/11/2015 19:47 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Bronze no Mundial de Boxe, Clélia Costa cai no doping e deve perder Rio 2016

Reprodução / Estadão Conteúdo

A Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) anunciou nesta quinta-feira que Clélia Costa, medalhista de bronze no Mundial de Boxe Amador do ano passado, foi pega em exame antidoping surpresa feito em setembro pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Sem alarde, a atleta foi julgada na semana passada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do boxe e pegou seis meses de suspensão.

Como a coleta foi realizada em 19 de setembro, Clélia fica oficialmente suspensa até meados de março. Titular da categoria até 49kg na seleção brasileira permanente, ela está proibida de treinar com o grupo, em São Paulo, até o fim da punição.

Como o Mundial é em maio, Clélia não teria tempo para ser preparada para a competição. Pelo modelo de seleção permanente, a CBBoxe só tem mais uma atleta para lutar na mesma categoria de peso: a também paulista Graziele Jesus.

Clélia já havia sido estranhamente retirada do Pré-Pan, evento classificatório para os Jogos Pan-Americanos, em junho. A versão oficial é que ela sentiu-se mal pouco antes da estreia e decidiu não lutar. Se subisse ao ringue e vencesse o combate, conquistaria vaga para o Pan.

Em setembro, acabou flagrada pelo diurético furosemida, usualmente utilizado para mascarar substâncias dopantes. Há dois anos, Rosilaine Volante, então campeã brasileira na categoria até 60kg, também foi pega em doping por diurético. Levou um ano e quatro meses de suspensão. À época, a CBBoxe também não reportou o caso à imprensa antes do julgamento por "não querer agredir a imagem das atletas".

Até hoje, duas brasileiras ganharam medalhas em Mundiais Femininos de Boxe e ambas foram suspensas por doping. Também em 2013, junto com Rosilaine, também caiu no antidoping Roseli Feitosa, campeã mundial na categoria até 81kg em 2010. Ela testou positivo para diurético e anfetamina.

Só em novembro, já são 10 os casos reportados de doping no esporte brasileiro de alto rendimento. O ciclismo lidera, com quatro casos, incluindo Uênia Fernandes de Souza, da seleção feminina de estrada, e Fernando Filkler, vice-campeão nacional e grande revelação da modalidade.

O atletismo relatou doping de Luiz Paulo da Silva Antunes, vice-campeão da Maratona de Foz do Iguaçu, enquanto outros dois casos foram identificados na Stock Car e mais dois no Brasileirão - dois volantes do Internacional.

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