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24/11/2015 15:55 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Em discurso com François Hollande, Obama defende refugiados e anuncia medidas contra Estado Islâmico

NICHOLAS KAMM via Getty Images
US President Barack Obama and French President Francois Hollande shake hands during a joint press conference at the White House in Washington, DC, on November 24, 2015. AFP PHOTO/NICHOLAS KAMM / AFP / NICHOLAS KAMM (Photo credit should read NICHOLAS KAMM/AFP/Getty Images)

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira (24) que o país vai compartilhar com a França sistemas de segurança para o acolhimento de refugiados.

"Nós saudamos a iniciativa da França em manter o acolhimento a 35 mil refugiados sírios", comentou o presidente. Durante a coletiva, Obama afirmou que os refugiados que são recebidos pelos EUA passam por "intensos procedimentos de segurança".

"Ninguém que põe os pés na América passa por tantas checagens biométricas como os refugiados", afirmou o presidente.

Obama se reuniu com o mandatário francês, François Hollande, para discutir estratégias de luta contra o grupo. No último dia 13, uma série de ataques coordenados em Paris deixou 130 mortos e centenas de feridos. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados.

Logo em seguida aos ataques, dezenas de governadores americanos, a maioria republicanos, pediu o cancelamento do programa de acolhimento aos refugiados sírios, alegando riscos à segurança nacional. A Câmara dos Deputados também aprovou um projeto suspendendo a entrada de refugiados sírios e iraquianos no país. Obama deve vetar o texto, caso passe pelo Senado.

Hollande, por sua vez, defendeu um maior controle de fronteiras entre países europeus, assim como o fechamento da passagem entre a Síria e a Turquia para impedir a passagem de terroristas.

"Os terroristas querem espalhar medo em todos os lugares, para que nos fiquemos inseguros e tememos decisões que são exatamente contrarias ao que queremos", afirmou Hollande.

"É junto com a Turquia que temos que achar soluções para que os refugiados possam ficar perto de seus países de origem", falou o mandatário sobre a maior crise de refugiados vivida pela Europa desde 1945.

Na próxima quinta-feira (26), Hollande de reúne com o presidente da Rússia, Vladimir Putin para discutir o combate ao Estado Islâmico.

A Rússia foi, aliás, severamente criticada pelo mandatário americano, que afirmou que o país poderia desenvolver "um papel mais significativo" se ajudasse a combater o Estado Islâmico, em vez de lutar contra o que Obama chamou de "oposição moderada".

"A França pode trabalhar com a Rússia se ela concentrar sua ação militar contra o EI e se engaja a uma solução política na Síria", complementou Hollande.

Tanto os EUA quanto a França defendem a saída do presidente Bashar Al Assad do poder e a criação de um governo de união nacional. "Ele deve sair o mais rápido possível", afirmou Hollande. Já a Rússia, aliada de Assad, defende sua permanência na presidência.

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