NOTÍCIAS
20/11/2015 11:54 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Câmara dos EUA suspende acolhimento de refugiados sírios e iraquianos

SAKIS MITROLIDIS via Getty Images
Migrants and refugees wait to cross the Greece-Macedonia border near the vilage of Idomeni on November 20, 2015. Countries along the migrant route through the Balkans have begun tightening restrictions by accepting only those fleeing war, causing a backlog of hundreds of people on the Greek-Macedonian border. AFP PHOTO / Sakis Mitrolidis (Photo credit should read SAKIS MITROLIDIS/AFP/Getty Images)

A Câmara dos Estados Unidos, de maioria republicana, aprovou na quinta-feira (19) um projeto de lei que suspende o acolhimento de refugiados sírios e iraquianos, apesar dos apelos em contrário e da ameaça de veto do presidente Barack Obama<.

O texto foi aprovado com o apoio da maioria republicana e de uma parte dos democratas, por 289 votos contra 137, e deverá ser ainda examinado pelo Senado, também controlado pelos republicanos.

A Casa Branca assegurou que o Presidente vai vetar o novo texto, na sequência de uma votação que mostra a súbita e recente rejeição dos refugiados provenientes da Síria após os atentados de Paris.

Barack Obama tem insistido na determinação em acolher 10 mil refugiados sírios em 2016. Eles fogem dos conflitos em seu país.

"Histeria"

Na quarta-feira (18), Obama criticou o que chamou “histeria” sobre os riscos da chegada de refugiados sírios. Ele acusou os seus rivais políticos de terem medo de “viúvas e órfãos”.

“Não tomamos boas decisões se forem baseadas na histeria e em um exagero dos riscos”, afirmou Obama, depois de 26 dos 50 governadores de estados norte-americanos terem anunciado que pretendiam suspender o programa de acolhimento de refugiados sírios.

“Aparentemente, têm medo das viúvas e órfãos que chegam ao país”, disse o presidente.

Na terça (17), a Casa Branca manteve contato com mais de 30 governadores, quando defendeu os procedimentos para acolher refugiados sírios, garantindo que são feitos exames rigorosos.

O governo norte-americano respondeu assim à recusa de dezenas de estados, a maioria com governadores republicanos, de acolher refugiados, alegando motivos de segurança após os atentados em Paris, na sexta-feira passada (13), em que morreram 129 pessoas e 350 ficaram feridas. Os atentados foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

CÓDIGO DE SOCIAL

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: