COMPORTAMENTO

'Deep Skin', a série de fotografias que retrata lindamente os corpos de modelos tatuados

19/11/2015 21:46 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

modelo

Modelar não é exatamente uma forma de autoexpressão. De fato, posar para uma foto comercial pode ser uma das formas mais fáceis de suprimir a sua individualidade. Eles te dizem como posar e parecer atraente.

É frequente que façam Photoshop para chegar a uma aparência excepcionalmente maravilhosa.

Mas o fotógrafo Danny Baldwin notou uma mudança – quase que radical – na sua indústria.

Antes era necessário se adequar ao padrão convencional de beleza, encenando os modelos como se fossem paletas que funcionavam para suprir as aspirações estéticas de que as consumia, mas agora os fotógrafos de moda começaram a destacar as peculiaridades humanas de seus modelos, inclusive suas tatuagens.

"Nos últimos anos eu comecei a notar que os modelos que posavam para a minha câmera tinham mudado. Eles não tinham mais a pele limpa e nem pareciam ser tão novos e arrumados, como telas em branco, mas faziam parte de um grupo de modelos que geralmente descrevemos como alternativos – indivíduos com um lado desafiador, cujas tatuagens representam o domínio que eles têm sobre os seus próprios corpos”, disse Baldwin em uma entrevista ao The Huffington Post.

Baldwin se propôs coletar as imagens desses modelos expressivos em uma antologia chamada Skin Deep (“Pele Profunda”, em tradução livre) que atualmente tem sua própria campanha no Kickstarter. Ele demonstrou o seu compromisso com o projeto ao tatuar o título dentro do seu lábio inferior, mais uma para sua crescente coleção de tatuagens.

“Eu agora tenho no meu braço esquerdo, no meu dedo, meus pés e todos os meus dedos do pé”, disse Baldwin. “Todas as minhas tatuagens têm um profundo significado para mim, estão enraizadas e conectadas às partes de meu trabalho como fotógrafo, às pessoas que impactaram a minha vida e a uma evolução dentro de mim. Elas podem parecer bem macabras, mas na verdade elas são minhas próprias afirmações pessoais”.

Além tirar fotos de modelos para seu projeto em posições pouco convencionais – um deles dá um chute com seu pé de forma divertida, outro se agacha para frente revelando um par de asas deslumbrantes -- Baldwin pergunta aos seus modelos sobre as suas conexões com as tatuagens e se o seu corpo externamente expressivo foi objeto de discriminação. Um modelo chamado Borja comentou:

“É [...] mas eu ganhei mais confiança e o que parecia ser um impedimento no começo da minha carreira agora tornou-se uma assinatura”.

Claro que não é fácil ter empatia de alguém cujos desafios com a confiança se sobrepõem à sua convencional boa aparência.

Mas a indústria de fotografia da moda começou a permitir a individualidade e essas diferenças são um bom augúrio para mais inclusão.

Baldwin enfatiza que o aumento das tatuagens nos modelos parece ser o resultado de uma mudança maior na indústria, em vez de ser apenas uma moda passageira.

“Eu acho que a indústria da moda é normalmente bem rápida com tendências, mas os modelos tatuados começaram a encontrar uma forma de se popularizar”, disse Baldwin.

“Eles estão sendo verdadeiros com eles mesmos em uma indústria de elite e expressando quem eles são através da tatuagem.

Eu acho que a idea principal é a de encorajar a aceitação e celebrar a individualidade, a liberdade de expressão e a criatividade”.

  • DANNY BALDWIN
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(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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