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17/11/2015 11:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Vladimir Putin diz que países do G20 financiam o Estado Islâmico

Sasha Mordovets via Getty Images
ANTALYA, TURKEY - NOVEMBER 16: Russian President Vladimir Putin makes a speech following the G20 Antalya Summit on November 16, 2015 in Antalya, Turkey. World leaders are attending the two-day G20 summit in Turkey in the wake of the Paris terror attacks. The Syrian conflict, the migration crisis and the threat of Islamic State are expected to top the agenda. (Photo by Sasha Mordovets/Getty Images)

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que pelo menos 40 países financiam o grupo autointitulado Estado Islâmico, entre eles alguns membros do G20.

“O financiamento, como sabemos, provém de 40 países, entre eles vários países do G20”, disse Putin numa entrevista à imprensa, na cidade turca de Anatólia.

Putin afirmou ainda que durante a reunião de Cúpula do G20, na Turquia, deu vários exemplos sobre “o financiamento a várias unidades do Estado Islâmico por pessoas identificáveis”.

Segundo o presidente russo, na reunião foi abordada a necessidade de se cumprir a resolução sobre prevenção ao financiamento do terrorismo adotada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, por iniciativa da Rússia.

Putin disse que apresentou imagens captadas por aviões espiões em que se “mostra claramente a magnitude que atinge o tráfico ilegal de petróleo” por parte do Estado Islâmico. “As imagens mostram as colunas de caminhões tanques que se estendem por dezenas de quilômetros”, afirmou referindo-se ao tráfico de petróleo bruto que financia o califado.

O presidente russo disse que depois de terem negado cooperação à Rússia na luta contra o extremismo na Síria, todos os países, incluindo os Estados Unidos, estão agora tomando consciência de que o terrorismo só pode ser combatido com o envolvimento de todos os países. “Os trágicos acontecimentos” ocorridos em Paris “confirmam que temos razão” ao propor uma coligação antiterrorista internacional, acrescentou.

Putin pediu para que se deixe de discutir a eficácia da operação aérea russa contra as posições do Estado Islâmico na Síria e reunir esforços contra o terrorismo para prevenir os atentados em todo o mundo.

“Lamentavelmente, ninguém está a salvo dos atentados terroristas. Por exemplo, a França estava entre os países que mantinham uma postura muito firme contra o presidente, Bashar al Assad”, afirmou. Isso salvou Paris dos ataques terroristas? Não”, acrescentou.

“Parte da oposição armada síria considera possível iniciar ações armadas contra o Estado Islâmico caso sejam apoiados pela Força Aérea e nós estamos dispostos a prestar-lhes apoio”, disse.

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