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16/11/2015 17:39 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Após ataques em Paris, Estados americanos decidem barrar refugiados Sírios

DIMITAR DILKOFF via Getty Images
A man carries a child as migrants and refugees prepare to board a train heading to Serbia after crossing the Greek-Macedonian border near Gevgelija on November 16, 2015. European leaders tried to focus on joint action with Africa to tackle the migration crisis, as Slovenia became the latest EU member to act on its own by barricading its border. AFP PHOTO / DIMITAR DILKOFF (Photo credit should read DIMITAR DILKOFF/AFP/Getty Images)

Após os atentados de Paris, governadores republicanos norte-americanos anunciaram ao longo do final de semana e nesta segunda-feira (16), a suspensão de programas que iriam acolher refugiados sírios nos EUA.

De acordo com a CNBC, os governadores de oito estados - Texas, Michigan, Louisiana, Indiana, Arkansas, Alabama, Massachusetts e Illinois - afirmaram que, por enquanto, não vão participar do programa de reassentamento dos refugiados, alegando preocupações com a segurança.

Os Estados Unidos devem receber cerca de 10 mil refugiados sírios no ano que vem.

Em carta endereçada ao presidente do país, Barack Obama, o governador do Texas, Greg Abbott, afirmou que nem o presidente nem as autoridades americanas poderiam garantir que os refugiados que entrarão no país não são ligados com atividades terroristas.

"Um 'refugiado sírio' parece estar conectado aos ataques de Paris. A compaixão americana pode expor os americanos a um perigo mortal. As razões para tais preocupações são abundantes".

Durante o final de semana, Policiais franceses disseram ter encontrado um passaporte sírio juntamente com um dos terroristas que foi alvejado e morto no Stade de France, um dos palcos dos ataques.

O detentor de um passaporte sírio encontrado perto do corpo de uma dos atiradores que morreram na noite de sexta-feira nos ataques em Paris passou pela Grécia em outubro, disse um ministro grego.

Ainda nesta segunda, Obama comentou a sugestão de alguns líderes políticos, sobre aplicar um "teste religioso" aos refugiados que buscam asilo nos EUA.

"Isso não é americano. Isso não é quem somos. Nossa compaixão não precisa de testes religiosos", afirmou o presidente.

Em Michigan, segunda maior colônia de imigrantes árabes nos EUA, o governador divulgou um comunicado no domingo (15), afirmando que não vai receber mais refugiados sírios até que haja uma revisão completa dos procedimentos de admissão daqueles que fogem da guerra que assola a Síria desde 2011.

"Nossa prioridade é a segurança dos nossos moradores", afirmou.

No último ano fiscal, que terminou em 30 de setembro, os EUA receberam 1.682 refugiados sírios, um salto significativo se comparados aos 105 que chegaram ao país no ano anterior. Os estados que receberam a maior parte desse contingente foram o Texas, a Califórnia e Michigan.

Em setembro, o secretário de Estado John Kerry afirmou que o país iria receber mais refugiados de todas as nações, chegando a um fluxo de 100 mil pessoas por ano em 2017.

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