ENTRETENIMENTO

12 Discos essenciais para quem nunca ouviu Heavy Metal

13/11/2015 16:05 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

metal

A internet está repleta de "tutoriais" que explicam aos jovens ouvintes como apreciar diferentes gêneros e vertentes do Heavy Metal. Da sonoridade sombria do Black Metal ao som raivoso do Death Metal, não faltam especiais no WikiHow para facilitar a sua vida. Mas que tal conhecer o gênero experimentando trabalhos clássicas lançados em diferentes décadas e cenas? Em uma compilação de obras extraídas de diferentes listas e especiais, reunimos 12 discos essenciais para quem nunca ouviu Heavy Metal.

São trabalhos lançados entre as décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000, alcançando o presente cenário com novos representantes do estilo. Da apresentação do gênero nos primeiros discos do Black Sabbath, passando pela popularização na década de 1980 - com Metallica, Iron Maiden e Slayer -, até "novatos" como Baroness e Deafheaven, não faltam obras que sirvam de estímulo para quem nunca ouviu nada do gênero. Aproveite para ouvir nossa playlist de Metal para Não-Metaleiros.



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BLACK SABBATH

Paranoid (1970, Warner Brothers.)

Entregue ao público poucos meses após o lançamento do primeiro registro de inéditas do Black Sabbath - obra homônima que definiu o heavy metal como gênero -, Paranoid (1970) nasce como um reforço ao som essencialmente denso produzido pela banda desde as primeiras canções de estúdio. São pouco mais de 40 minutos de duração e faixas fundamentais para o estilo, caso de Iron Man, War Pigs, Fairies Wear Boots, além, claro, da própria faixa-título. Um embate constante entre elementos do blues e rock psicodélico que sobrevive na voz característica de Ozzy Osbourne e guitarras sempre versáteis de Tony Iommi. Sucesso comercial na época em que foi lançado, o álbum que mergulha em temas como morte, holocausto nuclear e guerra permanece até hoje como um dos registros mais influentes do gênero.



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JUDAS PRIEST

British Steel (1980, Sony Music)

A busca por um som cada vez mais "comercial" em Stained Class e Killing Machine, ambos de 1978, parecia apontar a direção para os futuros trabalhos do Judas Priest. Formada em 1970 na cidade de Birmingham, o grupo - na época composto por Rob Halford, K. K. Downing, Glenn Tipton, Ian Hill e Dave Holland - fez do sexto registro de estúdio, British Steel, o álbum mais completo (e acessível) até aquele momento. Alavancado por Breaking the Law e Living After Midnight, duas das composições mais conhecidas do grupo, o trabalho lançado em abril de 1980 conseguiu ampliar os domínios da banda britânica, resultado evidente na posição de destaque de diversas paradas de sucesso no mundo todo.



ace of spades

MOTÖRHEAD

Ace Of Spades (1980, Bronze)

Urgente! Na contramão de grande parte dos trabalhos do gênero, marcados por composições extensas e atos alongados de guitarras, Ian "Lemmy" Kilmister e os demais parceiros do Motörhead sempre mantiveram a busca por um som acelerado, essencialmente cru. Um bom exemplo disso está em Ace Of Spades, de 1980. Considerado a obra-prima do grupo britânico, o álbum de apenas 36 minutos mantém a aceleração até o último segundo, despejando vozes berradas e arranjos velozes como um estímulo para cada uma das 12 faixas que abastecem a versão original do disco. Inaugurado pela intensa faixa-título, o álbum ainda explode em uma sequência de faixas desgovernadas como Love Me Like a Reptile e Live To Win.



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IRON MAIDEN

The Number of the Beast (1982, EMI)

Poucos trabalhos sintetizam o heavy metal do começo dos anos 1980 com tamanho acerto quando The Number of the Beast (1982). Sucesso comercial do momento em que foi lançado até hoje, o terceiro álbum de estúdio do Iron Maiden parece combinar todos os elementos que viriam a definir o trabalho do grupo pelos próximos 30 anos de carreira. Das guitarras de Dave Murray e Adrian Smith, passando pela batida seca de Clive Burr, todos os elementos servem de alicerce para a voz particular de Bruce Dickinson. Passagem para uma boa sequência de obras da banda - como Piece of Mind (1983) e Powerslave (1984) -, The Number of the Beast sustenta na própria faixa-título uma das composições mais icônicas da história do rock.



metallica

METALLICA

Master Of Puppets (1986, Elektra)

Eleito em diversas publicações como um dos trabalhos mais importantes da história da música, Master Of Puppets, de 1986, soa como um reflexo da boa fase do Metallica ao longo de toda a década de 1980. Durante mais de 50 minutos, as guitarras de Kirk Hammett e bateria de Lars Ulrich criam um ambiente de plena euforia, criando brechas para a inserção da voz de James Hetfield e o baixo volumoso de Cliff Burton. Nos versos, a construção de um cenário caótico que vai do universo literário de H. P. Lovecraft até referências ao filme Um Estranho no Ninho (1975). Além da poderosa faixa-título, sobram composições de peso como Disposable Heroes, Welcome Home (Sanitarium) e a instrumental Orion. Na dúvida, comece por este disco.



slayer

SLAYER

Reign in Blood (1986, Def Jam)

Holocausto, destruição, morte e guerras. Desde a estreia com Show No Mercy, em 1983, o guitarrista Jeff Hanneman e os parceiros de banda do Slayer não economizaram na produção de versos sombrios, violentos, conceito que definiu o trabalho do grupo ao longo de toda a carreira, mas que foi aproveitado de forma ainda mais insana no interior de Reign in Blood. Terceiro trabalho de estúdio do grupo californiano - completo com Tom Araya (baixo e vocal), Kerry King (guitarras) e Dave Lombardo (bateria) -, o álbum cresce em uma ascendente sobreposição de vozes e guitarras raivosas, estímulo para a produção de faixas como Angel of Death, Necrophobic e Jesus Saves. Produtor do disco, Rick Rubin (Beastie Boys, Red Hot Chili Peppers) ainda viria a trabalhar com a banda em toda a sequência de obras do grupo até World Painted Blood, de 2009.



megadeth

MEGADETH

Rust in Peace (1990, Capitol)

Expulso do Metallica em 1983, Dave Mustaine não demorou muito tempo até apresentar ao público um novo projeto, o Megadeth. Dando sequência ao mesmo thrash metal assumido pelos antigos parceiros de banda, Mustaine e os parceiros David Ellefson, Marty Friedman e Nick Menza atravessaram a década de 1980 em uma sequência de bons trabalhos de estúdio - vide o clássico Peace Sells... but Who's Buying? (1986) -, entretanto, foi no álbum lançado em 1990, Rust In Peace, que o grupo californiano alcançou o ápice. São nove faixas rápidas que instantaneamente arrastam o ouvinte para um universo de temas como religião, crise política, drogas, teorias conspiratórias e alienígenas.



pantera

PANTERA

Vulgar Display of Power (1992, Atco)

A imagem agressiva que estampa a capa de Vulgar Display of Power (1992) funciona como um eficiente resumo do som que marca o sexto álbum de estúdio do Pantera. Terceiro registro da banda com a presença do vocalista Philip Anselmo, o registro que conta com faixas como A New Level, Mouth For War e Hollow parece seguir exatamente de onde o grupo texano parou no álbum anterior, Cowboys from Hell (1990). Uma solução coesa entre batidas lentas, vocal (quase) declamado e as guitarras de Darrell Abbott, ponto forte do disco em composições como Walk e a "climática" This Love.



sepu

SEPULTURA

Chaos A.D. (1993, Roadrunner)

Gravado na Inglaterra entre 1992 e 1993, Chaos A.D. (1993), quinto álbum de estúdio do Sepultura confirma a maturidade e explícita transformação do grupo mineiro. Em lenta ascenção desde o lançamento do antecessor Arise, em 1991, o coletivo - na época formado por Igor e Max Cavalera, Paulo Jr. e Andreas Kisser - assume em diferentes faixas o interesse pela música brasileira, encaixando arranjos tribais e elementos do groove metal que seriam explorados com maior naturalidade no álbum seguinte, Roots (1996). Produzido por Andy Wallace, parceiro da banda desde o disco anterior, Chaos A.D. também é a casa de algumas das canções mais populares do grupo, caso de Refuse/Resist, Territory, Propaganda e Slave New World.



masto

MASTODON

Crack the Skye (2009, Reprise)

Com os três primeiros álbuns de estúdio - Remission (2002), Leviathan (2004) e Blood Mountain (2006) -, a banda norte-americana Mastodon arrancou elogios da crítica, conquistou um lugar de destaque na cena estadunidense, além, claro, de um público bastante fiel. Nada que se compare ao bom desempenho do quarto registro de inéditas da banda: Crack The Skye. Lançado ao final da década, o trabalho não apenas rompe com a proposta assumida pela banda desde o começo dos anos 2000, como parece apontar a direção para o som comercial que seria explorado em toda a sequência de obras do grupo. Nove composições extensas, como Oblivion e The Czar em que o grupo amplia com naturalidade a composição "épica" dos versos e instrumentos que preenchem os mais de 50 minutos do trabalho.



baroness

BARONESS

Blue Record (2009, Relapse)

Em um ano de grandes lançamentos, como Crack The Skye do Mastodon e Wrath do Lamb of God, foram os arranjos acústicos, guitarras densas e vozes em coro de Blue Record que realmente chamaram a atenção do público. Segundo registro de inéditas da banda norte-americana Baroness, o álbum que conta com a produção do experiente John Congleton (Swans, Brian Wilson) dá um passo além em relação ao material testado pelo grupo de Savannah, Georgia, no primeiro trabalho de estúdio, Red Record (2007). São 12 composições que passeiam por elementos da música folk e rock progressivo sem necessariamente perder a coerência da obra. Da capa - produzida pelo vocalista e líder John Dyer Baizley - aos versos, uma verdadeira colisão de acertos e diálogos com diferentes épocas, cenas e preferências instrumentais.



sunbather

DEAFHEAVEN

Sunbather (2013, Deathwish)

De um lado, o som climático e experimentos típicos do pós-rock. No outro, a atmosfera sombria e vozes guturais, base de grande parte dos trabalhos ancorados no black metal. No meio desse encontro, Sunbather (2013), segundo álbum de estúdio da banda californiana Deafheaven e um dos principais exemplares da presente safra do heavy metal norte-americano. Inaugurado pelos mais de nove minutos de Dream House, o disco segue em uma crescente de composições raivosas (Vertigo, The Pecan Tree) e instantes de sobriedade (Irresistible, Windows), uma sonoridade contrastada que parte da colisão de ideias dos dois principais integrantes da banda, o vocalista e pianista George Clarke e Kerry McCoy, responsável pelas guitarras que preenchem todas as lacunas da obra. Um dos trabalhos mais elogiados de 2013, Sunbather ainda serviria de estímulo para o álbum seguinte do grupo, o delicado New Bermuda (2015).


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