MUNDO

Capacidade da Alemanha de receber refugiados é limitada, alerta ministro

08/11/2015 21:06 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ELVIS BARUKCIC via Getty Images
A girl holds on to a fence at a transit camp housing migrants and refugees in Slavonski Brod on November 4, 2015. Thousands of newly arrived migrants and asylum seekers are on the move through Croatia and towards the border with Slovenia, from where they plan to continue their journey to western European countries. Thousands -- many fleeing violence in Syria, Iraq and Afghanistan -- have been making their way from Turkey to the Balkans in recent months, hoping to reach Germany, Sweden and other EU states. AFP PHOTO / ELVIS BARUKCIC (Photo credit should read ELVIS BARUKCIC/AFP/Getty Images)

A Alemanha precisa enviar uma mensagem ao mundo que está chegando ao limite da sua capacidade de ajudar a Europa a lidar com o fluxo de migrantes, disse o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schaeuble, neste domingo, defendendo restringir a reunião de famílias de refugiados sírios.

A Alemanha tornou-se um imã de pessoas fugindo da guerra e da violência no Oriente Médio. Espera a chegada de 800 mil a um milhão de refugiados e imigrantes neste ano, duas vezes mais que ano passado.

"Precisamos enviar uma mensagem clara para o mundo: estamos muito preparados para ajudar, mostramos que estamos, mas nossas possibilidades também são limitadas", disse Schaeuble, em entrevista à emissora de televisão ARD.

wolfgang schaeuble

Wolfgang Schaeuble pede atenção à capacidade de acolhida

O ritmo e a escala do fluxo pressionam comunidades locais e abriram um racha entre os partidos da coalizão governista sobre a melhor maneira de lidar com a crise.

As divisões foram reabertas durante o final de semana, depois que o ministro do Interior, Thomas de Maiziere, dizer que, no futuro, refugiados sírios receberiam um status diferente de refugiado e não poderiam receber membros das suas famílias, em um comunicado que ele, posteriormente, retirou.

Os Social Democratas (SPD), que dividem o poder com a chanceler conservadora Angela Merkel, rejeitaram essa proposta.

Schaueble, no entanto, apoiou a medida e disse que a proposta está sendo examinada em detalhes pelo governo.

"Eu acho que é uma decisão necessária e sou muito a favor de concordarmos com isso dentro da coalizão", disse.

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