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Moradores de Serra Leoa celebram o fim da epidemia de Ebola

07/11/2015 12:03 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ASSOCIATED PRESS
In this photo taken Sunday, Aug. 9, 2015, laboratory technician Mohamed SK Sesay, who contracted and survived Ebola but saw many of his colleagues die and now has joint and muscle pains and loss of sight, holds the child of one of his work colleagues who died of the disease, in Kenema, Sierra Leone. Lingering health problems afflicting many of the roughly 13,000 Ebola survivors have galvanized global and local health officials seeking to determine how widespread the ailments are, and how to remedy them, with the World Health Organization calling it an emergency within an emergency. (AP Photo/Sunday Alamba)

Moradores da capital de Serra Leoa realizaram uma vigília à luz de velas e comemorações durante a noite para marcar o fim da epidemia de Ebola que matou quase 4 mil pessoas, incluindo mais de 200 profissionais de saúde desde que começou, no ano passado.

Após 42 dias sem novos casos, a epidemia do país da África Ocidental foi declarada oficialmente encerrada neste sábado, em uma cerimônia com o presidente Ernest Bai Koroma e o representante da Organização Mundial de Saúde da ONU (OMC) Anders Nordstrom.

Milhares de pessoas se reuniram sob a Cotton Tree, enorme árvore no centro da capital, Freetown, durante a noite para uma vigília à luz de velas organizada por grupos de mulheres em homenagem aos trabalhadores de saúde que morreram.

"Eles morreram para que pudéssemos viver", disse Fatmata, estudante universitária, com lágrimas nos olhos. Muitos dos profissionais de saúde que morreram foram infectados devido à treinamento e equipamentos de proteção inadequados.

A primeira sobrevivente de Ebola confirmada do país, Victoria Yillia, disse à multidão estar "feliz que essa doença que quase me matou finalmente acabou". Ela pediu às autoridades que não se esqueçam dos sobreviventes, muitos dos quais têm enfrentado estigmas sociais e persistentes problemas de saúde.

Em outros lugares da cidade os moradores comemoraram o fim da epidemia, que forçou escolas a fecharem, sobrecarregou os sistemas de saúde e afetou a economia local.

"Estamos felizes. Eu me sinto livre de novo após um período de escravidão nas mãos do Ebola", disse o comerciante Joseph Katta enquanto segurava um copo de cerveja em um pub do subúrbio de Lumley.

O Ebola matou mais de 11.300 pessoas em Serra Leoa, Libéria e Guiné desde que a epidemia foi anunciada em março de 2014 e cerca de 28.500 pessoas foram infectadas, de acordo com dados da OMC. O número de mortos em Serra Leoa foi de 3.955 pessoas.

A Libéria foi declarada livre de Ebola em 3 de setembro, enquanto alguns casos continuam na Guiné.

A contagem de 42 dias para declarar o fim do Ebola começa quando os testes do último paciente dão negativo pela segunda vez, normalmente após um intervalo de 48 horas após seu primeiro teste negativo.

Temores do vírus transformaram os três países e dificultaram os esforços em Serra Leoa e na Libéria de se recuperarem de guerras civis.

No auge da epidemia, os dois países pediram que todos ficassem dentro de casa por dias seguidos, em uma tentativa de identificar novos casos e retardar a propagação da doença.

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