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Evidências apontam que avião russo pode ter sido derrubado por bomba

05/11/2015 13:09 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
OLGA MALTSEVA via Getty Images
Women pay respects to crash victims at Pulkovo international airport outside Saint Petersburg on November 1, 2015. Russia mourned its biggest ever air disaster after a passenger jet full of Russian tourists crashed in Egypt's Sinai, killing all 224 people on board. AFP PHOTO / OLGA MALTSEVA (Photo credit should read OLGA MALTSEVA/AFP/Getty Images)

A Grã-Bretanha disse nesta quinta-feira (5) que há uma possibilidade significativa de um grupo afiliado ao Estado Islâmico estar por atrás de um suposto atentado com bomba em um avião russo que caiu na Península do Sinai, no Egito, matando 224 pessoas.

A Rússia disse que tais teorias são apenas especulação nessa fase e só a investigação oficial poderá determinar o que aconteceu. O Egito afirma não haver nenhuma indicação até agora de que uma bomba foi a causa do desastre.

O tema é sensível para a Rússia, cujos aviões de guerra realizam ataques contra o Estado Islâmico na Síria, e para o Egito, que depende fortemente das receitas do turismo.

Perguntado se considerava que o Estado Islâmico era o responsável pelo desastre, o secretário britânico de Relações Exteriores, Philip Hammond, afirmou: "O ISIL-Sinai assumiu a responsabilidade por derrubar a aeronave russa. Eles fizeram isso imediatamente após o acidente. Nós olhamos todo o quadro de informações, incluindo essa afirmação, mas naturalmente uma porção de outros fragmentos de informação, e concluímos que há uma possibilidade significativa", disse ele à televisão Sky.

Os EUA e fontes de segurança europeias dizem agora que as evidências sugerem que uma bomba plantada por um grupo afiliado do Estado Islâmico no Egito –o Província do Sinai, conhecido em inglês como ISIL-Sinai- foi a causa provável do acidente. As fontes salientaram que ainda não chegaram às conclusões finais sobre o acidente.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin, disse que os aviões russos continuam usando o aeroporto de Sharm al-Sheikh, local de origem do voo, apesar de proibições da Grã-Bretanha e Irlanda.

"Nós dissemos isso antes e vamos repetir novamente: teorias sobre o que aconteceu e as causas do acidente só podem ser pronunciadas pela investigação", afirmou Peskov em resposta aos comentários de Hammond. "Até agora, não ouvimos nada (como isso) da investigação. Qualquer tipo de premissa semelhante a essa é baseada em informações que não foram verificadas, ou são especulações."

O ministro da Aviação Civil do Egito, Hossam Kamal, disse em um comunicado: "A equipe de investigação não tem ainda qualquer prova ou dados confirmando essa hipótese."

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