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05/11/2015 02:42 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Cunha, poderoso até no Conselho de Ética?

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente da Câmara dos Deputados e enrolado com denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conta com a boa vontade do relator do processo que pede a cassação do seu mandato para se manter no comando da Casa.

Dos três parlamentares que podem ser escolhidos para relatar o caso, dois fizeram campanha para que Cunha assumisse a presidência da Câmara.

Nos bastidores, o mais cotado, Fausto Pinato (PRB-SP), é apontado como um parlamentar capaz de apresentar um relatório inicial aprovando a investigação e, em seguida, abrandar a pena de Cunha.

Embora o PSol e a Rede esperam que Cunha seja cassado por quebra de decoro, ele pode ser apenas advertido.

Indiretamente, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), sinaliza que não quer um relator que engavete o caso. “Há fortes evidências contra Cunha”, “não posso errar”, “a sociedade quer uma resposta” são declarações constantes.

A forte pressão sobre o presidente do colegiado, entretanto, impediu que o anúncio sobre o relator, previsto para quarta-feira (4), fosse feito. A decisão ficou para o meio-dia desta quinta-feira (5).

Independente do escolhido, Cunha já articula sua defesa. Diz que vai provar que não mentiu na CPI da Petrobras, quando disse que não tinha contas no exterior.

A avaliação de colegas de Cunha é que não há provas contundentes contra o peemedebista até que o STF o condene. E isto não deve ocorrer antes do prazo final para o Conselho de Ética terminar a análise do caso.

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