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03/11/2015 10:59 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Brasil cria uma medida protecionista a cada 17 dias, diz OMC

JEWEL SAMAD via Getty Images
G20 leaders (From LtoR, front row) Mexicos President Enrique Pena Nieto, Brazils President Dilma Rousseff, US President Barack Obama, Germanys Chancellor Angela Merkel, Indonesias President Susilo Bambang Yudhoyono, Russias President Vladimir Putin, (From LtoR back row) Ethiopias Prime Minister Hailemariam Desalegn, Financial Stability Board Chairman Mark Carney, Singapore's Prime Minister Lee Hsien Loong, Organisation for Economic Co-Operation and Development (OECD) Secretary General Jose Angel Gurria, British Prime Minister David Cameron, World Bank President Jim Yong Kim, United Nations (UN) Secretary General Ban Ki-moon, Turkeys Prime Minister Recep Tayyip Erdogan, Australia's Foreign Minister Bob Carr, Indias Prime Minister Manmohan Singh pose for the family picture during the G20 summit in Saint Petersburg on September 6, 2013. World leaders at the G20 summit on Friday failed to bridge their bitter divisions over US plans for military action against the Syrian regime, with Washington signalling that it has given up on securing Russia's support at the UN on the crisis. AFP PHOTO / JEWEL SAMAD (Photo credit should read JEWEL SAMAD/AFP/Getty Images)

O Brasil adotou uma medida protecionista a cada 17 dias em média, desde a eclosão da crise econômica mundial, que completa sete anos. Um informe publicado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) indicou que, desde 2008, o governo brasileiro implementou 148 novas barreiras comerciais, um dos números mais elevados entre todos os governos do G-20.

Entre maio e outubro de 2015, o Brasil voltou a estar entre as economias que mais aplicaram barreiras comerciais. Neste período, Índia e Indonésia implementaram dez barreiras, contra nove do Brasil e dos EUA. No caso brasileiro, foram adotadas 11 medidas liberalizantes neste mesmo período.

Desde a eclosão da crise econômica de 2008, um total de 1,4 mil barreiras foram criadas pelos países do G-20. Dessas, apenas 354 foram retiradas. "Apesar das promessas do G-20 de retirar as medidas protecionistas, mais de 75% daquelas implementadas desde 2008 continuam em vigor", disse a OMC.

O que também deixa a OMC preocupada é que, enquanto 17 novas medidas foram adotadas por mês neste sentido, apenas 12 medidas de facilitação ao comércio foram implementadas, o número mais baixo desde 2013.

Parte do motivo poderia ser a desaceleração na economia mundial e que obrigou a OMC a reduzir sua previsão de crescimento do comércio para 2015 de 3,3% para apenas 2,8%.

"A desaceleração do comércio mundial que foi observada no último informe continuou no segundo trimestre", disse a OMC. "O crescimento econômico global foi modesto."

Entre os fatores que pesaram estão os tombos nas economias do Brasil e da Rússia. "Preços de commodities caíram de forma acentuada desde o ano passado, estrangulando exportadores como o Brasil e a Rússia", constatou a OMC.

No segundo trimestre, esses exportadores registram quedas significativas da renda com suas vendas. A redução no caso brasileiro foi de 7,2%, ante 7,8% na Rússia. Exportadores de recursos naturais também viram a queda na entrada de dólares afetar o valor de suas moedas. Na Rússia, o rublo caiu 37% em um ano. O real caiu 28%.

Apelo

Desde 2008, a OMC estima que 5,9% do comércio global foi atingido por barreiras, num total de US$ 851 bilhões. Diante desses valores, a entidade apela para que os líderes do G-20 se comprometam a "dar exemplo" e "eliminar restrições ao comércio".

Para a OMC, as "incertezas sobre a economia global continuam a ter um impacto sobre o comércio internacional" e os países do G-20 estão diante de "importantes desafios".

Para a entidade, governos devem evitar implementar novas medidas restritivas e começar a retirar as barreiras já criadas, processo que tem "fracassado".

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