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02/11/2015 19:41 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Em Nova Yorque, Abílio Diniz diz a investidores que crise política deixou Brasil 'em liquidação'

AFP via Getty Images
Chairman of the Board of Directors of the Pao de Acucar Group (GPA) and Brazil Foods (BRF), Abilio Diniz (C), speaks during a lecture on Conscious Capitalism at APAS 2013 - Conference and Business Fair Supermarkets, on May 8, 2013, in Sao Paulo. AFP PHOTO/Nelson ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

O empresário e presidente do conselho da BRF, Abílio Diniz, afirmou nesta segunda-feira que não há uma crise econômica no Brasil, mas sim uma crise política, que tem afetado a confiança de investidores, empresários e consumidores.

"No momento em que superarmos a questão política, a solução para a situação econômica virá muito rapidamente", disse em entrevista a jornalistas antes de participar do BRF Day em Nova York. A empresa de alimentos comemora 15 anos de listagem de seus papéis na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

"Ninguém está investindo, porque está faltando confiança. Não sei o que vai acontecer no curto prazo, mas tenho certeza que a situação vai ser superada. Tenho total confiança", afirmou o empresário, destacando que por conta da atual situação, o "Brasil está em liquidação".

"O País está muito barato para investidores estrangeiros. Para investidores internacionais, é o momento de se aproveitar disso. Estamos em um momento ruim, mas é um momento."

Abílio afirmou que vê o dólar no Brasil negociado ao redor de R$ 4 como "exagerado" e que os fundamentos atuais da economia brasileira não justificam a moeda americana nesse patamar. Para o empresário, o mais justo seria a divisa ser negociada ao redor de R$ 3,50.

"Todo mundo diz que o Brasil está em crise. Eu amo a crise, em toda a minha vida eu cresci em crises. Não há crise econômica no Brasil", ressaltou o empresário. Abílio contou que passou por vários momentos complicados da economia brasileira em sua vida e citou como exemplo a crise da dívida nos anos 90, quando estava no Conselho Monetário Nacional (CMN) e participou das negociações em Nova York. "Agora, o País tem US$ 370 bilhões de reservas em dinheiro. É completamente diferente", disse ele.

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