MUNDO
01/11/2015 11:42 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Rússia proíbe voos com aviões A321 de companhia aérea após acidente no Egito, diz Interfax

OLGA MALTSEVA via Getty Images
A woman cries as she pays respect at Pulkovo international airport outside Saint Petersburg on November 1, 2015. Russia mourned its biggest ever air disaster after a passenger jet full of Russian tourists crashed in Egypt's Sinai on October 31, killing all 224 people on board. AFP PHOTO / OLGA MALTSEVA (Photo credit should read OLGA MALTSEVA/AFP/Getty Images)

A Rússia decidiu proibir a decolagem dos aviões Airbus A321 operados pela companhia aérea Kogalymavia após acidente envolvendo a companhia que matou 224 pessoas neste sábado (31). As informações são da agência de notícias Interfax, e foram divulgadas pela Reuters neste domingo (1).

O A321, operado pela companhia aérea russa sob a marca Metrojet, transportava excursionistas do resort Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo quando caiu pouco depois do amanhecer no sábado (31).

A Interfax disse que a Rostransnadzor, reguladora de transportes russa, ordenou a Kogalymavia a interromper os voos com aviões A321 até que as causas do acidente sejam esclarecidas. No entanto, a agência de notícias russa RIA citou um representante da Kogalymavia segundo o qual a companhia aérea não recebeu a ordem da reguladora.

Investigadores egípcios e russos vão começar a examinar em algumas horas o conteúdo dos dois gravadores das "caixas pretas" recuperadas do avião, que caiu numa área montanhosa na região central do Sinai pouco depois de perder contato com o radar ao se aproximar da altitude de cruzeiro.

Estado Islâmico?

Um grupo militante afiliado ao Estado Islâmico no Egito, Província do Sinai, disse em comunicado que derrubou o avião "em resposta aos ataques aéreos russos que mataram centenas de muçulmanos em terras sírias". Mas o ministro do Transporte da Rússia, Maxim Sokolov, disse à Interfax que a afirmação "não pode ser considerada precisa".

Três companhias aéreas sediadas nos Emirados Árabes Unidos --Emirates, Air Arabia e flydubai --disseram neste domingo que estavam mudando as rotas de seus voos para evitar sobrevoar o Sinai. Duas das maiores companhia aéreas da Europa, Lufthansa e Air France-KLM, já afirmaram que vão evitar sobrevoar a península enquanto esperam por explicações para a causa do acidente.

O primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, disse em uma coletiva de imprensa no sábado que não parece ter havido nenhuma atividade fora do normal por trás do acidente, mas acrescentou que os fatos somente seriam esclarecidos até que sejam concluídas mais investigações.

Sokolov e uma equipe de investigadores chegaram ao local no domingo e especialistas começarão a examinar as caixas pretas no Ministério de Aviação Civil no Cair, disseram fontes judiciais e do ministério. Não estava claro quanto tempo levará para que o conteúdo das caixas, que gravam dados de voo e conversas no cockpit, seja recuperado.

Ao menos 163 corpos foram recuperados e levados para vários hospital, incluindo o necrotério Zienhom, no Cairo, de acordo com um comunicado do governo.

(Com informações da Reuters -- Reportagem adicional de Abdel Nasser Abou ElFadl, Omar Fahmy e Eric Knecht no Cairo e Nadia Saleem em Dubai)

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