NOTÍCIAS

Áustria estuda erguer cerca para controlar fluxo migratório, diz ministra

28/10/2015 09:48 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ROBERT ATANASOVSKI via Getty Images
A child is passed over a fence as migrants and refugees prepare to board a train heading to Serbia from the Macedonian-Greek border near Gevgelija on October 25, 2015. European Union and Balkan leaders hold emergency talks on Europe's refugee crisis amid threats from three frontline states to close their borders if northern EU countries stop accepting migrants. The mini summit, called by European Commission President Jean-Claude Juncker, groups the heads of 10 EU nations, including German Chancellor Angela Merkel, plus the leaders of Albania, Serbia and Macedonia. AFP PHOTO / ROBERT ATANASOVSKI (Photo credit should read ROBERT ATANASOVSKI/AFP/Getty Images)

A Áustria vai erguer uma cerca ao longo da sua fronteira com a Eslovênia para controlar o fluxo migratório, disse hoje (28) a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner. “Trata-se de garantir uma entrada ordeira e controlada no nosso país, não de fechar a fronteira”, disse à televisão pública Oe1.

“Nas últimas semanas, os grupos de migrantes mostraram-se mais impacientes, agressivos e emotivos”, por isso é necessário “tomar todas as precauções”, disse Johanna.

Membro do partido conservador OeVP, aliado da coligação governamental com os sociais-democratas, a ministra defendeu medidas “duradouras” diante do risco de uma escalada de tensão, já que, regra geral, se veem forçados a esperar durante horas ao frio pela luz verde para atravessar a fronteira.

A ministra austríaca tinha dado pistas, na terça-feira (27), sobre uma eventual “barreira” durante uma visita ao posto fronteiriço de Spielfeld, ao dizer que estava considerando “medidas estruturais” para aquele ponto de passagem de milhares de pessoas.

Johanna Mikl-Leitner não revelou, no entanto, mais detalhes sobre esta iniciativa, nem quando a “barreira” vai começar a ser erguida.

Tanto a Áustria como a Eslovênia pertencem ao espaço Schengen – que permitem a livre circulação dentro dos países europeus – e são considerados países de trânsito para milhares de refugiados e migrantes que procuram desesperadamente alcançar o norte da Europa através dos Balcãs.

Mais de 700 mil pessoas que fugiram da guerra e da miséria, alcançaram as costas da Europa pelo Mediterrâneo, desde o início do ano, a maioria vinda da Síria, Afeganistão e Iraque.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: