MULHERES

Serena Williams dá show em texto sobre gênero e igualdade na era digital

27/10/2015 21:38 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
GLYN KIRK via Getty Images
US player Serena Williams celebrates winning the first set against Spain's Garbine Muguruza during the women's singles final on day twelve of the 2015 Wimbledon Championships at The All England Tennis Club in Wimbledon, southwest London, on July 11, 2015. RESTRICTED TO EDITORIAL USE -- AFP PHOTO / GLYN KIRK (Photo credit should read GLYN KIRK/AFP/Getty Images)

A tenista americana Serena Williams foi a convidada especial da edição da revista Wired de novembro.

No especial sobre etnia, gênero e igualdade na era digital, a atleta resolveu abordar as três questões de maneira direta, sem fazer rodeios.

A capa da publicação é esta:

"Aos envolvidos nos movimentos que lutam por igualdade, como o Black Lives Matter, eu digo: vão em frente. Não deixe os trolls pararem você. Nós passamos por tantas coisas por tantos séculos, e nós vamos superar isso também (lembre Get up, stand up)". E ainda pediu: "Quando souber de alguém sendo abusado, fale!"

Citando a luta por igualdade de gênero, Serena lembrou da dificuldade em fazer com que as meninas africanas tenham acesso à educação formal.

"Aqui vai uma das afirmações que fiz para eu mesma quando mais nova: 'Eu vou trabalhar na África e ajudar crianças e ajudar pessoas'. E eu fiz. Eu abri uma escola no Quênia em 2008 e uma segunda escola em 2010. Hoje em dia, por vezes, na África eles mandam apenas os garotos para a escola. Então temos regras claras que em nossas escolas deve haver ao menos 40% de meninas. Era impossível conseguir a proporção 50% a 50% e tivemos que lutar muito pelos 60% a 40%. Mas conseguimos".

A Black Girls Code, organização sem fins lucrativos que ensina tecnologia para meninas negras de 7 a 17, ganhou elogios de Serena, que disse acreditar que os EUA estejam progredindo na inclusão para os afro-americanos. Mas nada que seja o suficiente para a tenista-editora:

"Podemos continuar trabalhando ainda mais para aumentar a igualdade, certificando-se de que entrevistamos candidatos negros para empregos de tecnologia ou nos levantamos contra o cyberbullying ou quando temos certeza que a nossa tecnologia é projetada por todos os tipos de pessoas".

Resumindo: Serena foi tão - ou mais - arrasadora do que nas quadras.

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