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Xeique candidato à presidência da Fifa tem longo histórico de violação dos direitos humanos

26/10/2015 16:27 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
MOHAMMED AL-SHAIKH via Getty Images
Re-elected president of the Asian Football Confederation (AFC), Salman bin Ebrahim al Khalifa (C) speaks to journalists at the end of the AFC regional Congress on April 30, 2015 in the Bahraini capital Manama. Asian chief Shaikh Salman bin Ebrahim al Khalifa was re-elected unopposed and became a FIFA vice president as he strengthened his grip on football in the region. AFP PHOTO / MOHAMMED AL-SHAIKH (Photo credit should read MOHAMMED AL-SHAIKH/AFP/Getty Images)

O presidente da Confederação Asiática de Futebol, xeique Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, é o mais novo candidato à eleição presidencial da Fifa.

Democracia é democracia, e se os eleitores vão optar por um xeique, que assim seja. Mas e quando esse candidato é acusado de ter feito vista grossa e até auxilado na captura de vítimas de tortura?

Organizações que lutam pelos direitos humanos afirmam que o xeique Salman não deu a proteção necessária aos jogadores da seleção do Bahrain que participaram de protestos em favor da democracia em 2011. Detalhe: Salman era o manda-chuva da Associação de Futebol do Bahrein na época.

bahrain protests 2011

Protestos realizados no Bahrain em 2011

De acordo com informações da AP, o Instituto Bahrein para os Direitos e Democracia, durante a repressão do governo, Salman teria ajudado na identificação dos atletas que participaram das manifestações massivas de 2011.

A candidatura do xeique veio no último dia para o registro para a eleição de 26 de fevereiro. A Fifa está atolada em sua pior crise, repleta de acusações contra diversos dirigentes, suspeitos de subornos, venda de votos e lavagem de dinheiro.

As autoridades suíças seguem as investigações sobre as escolhas das sedes para as Copas de 2018 e 2022 na Rússia e Catar, respectivamente.

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