COMPORTAMENTO

6 cuidados essenciais que você precisa ter com a sua calcinha

26/10/2015 13:30 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

calcinha

Como a mulher antenada que é, você não descuida da limpeza da zona V (apostamos que tem até produtos de limpeza específicos para essa parte do corpo no chuveiro). Mas se depois do banho abre a gaveta de calcinhas e pega qualquer uma, sem nem se preocupar com a peça que está vestindo, pééé! Está perdendo alguns pontos.

"A vagina tem fungos e bactérias que fazem parte da sua flora habitual, mas esse ambiente pode entrar em desequilíbrio quando a umidade, a temperatura ou o PH são alterados e ficam longe do ideal", diz o ginecologista Gustavo Ventura, de São Paulo.

"O mau uso e até a má higienização das calcinhas podem causar alterações e doenças como a candidíase (infecção por fungos) ou a vaginose bacteriana."

Para evitar o risco, vale deixar alguns conselhos de moda de lado (nem todo modelo lindo de lingerie é a melhor opção para o dia a dia) e das etiquetas (a especificação de lavagem é feita para ajudar a durabilidade da peça, não sua saúde) e seguir as nossas dicas:

1. Calcinha é só sua — e isso vale para biquíni também.

E ninguém deve tachar você de "egoistinha" por não emprestar. Como a peça fica em contato direto com a secreção da zona V da dona, há chances de contágio de alguma doença se a peça for emprestada.

"O HPV, por exemplo, é um vírus com alto poder de infecção que é transmitido por meio de contato sexual, mas também quando se compartilham calcinhas e toalhas", diz Gustavo.

2. Antes de comprar, leia a etiqueta.

O ideal é que ela indique que a peça, principalmente o forro, seja feita de algodão ou de microfibra.

"Esses tecidos permitem a troca de calor e impedem a umidade de se acumular na vagina", diz a ginecologista Celia Regina da Silva, do Rio de Janeiro.

E você deve saber: calor e umidade juntos são infalíveis para aumentar o acúmulo de fungos. As calcinhas de lycra ou renda lindas fazem subir a temperatura — entre você e o gato —, mas também dentro da zona V.

Tenha modelos desses na gaveta, claro! Mas deixe o look arrasador para quando valer a pena.

3. Banheiro não é lavanderia.

Ou, pelo menos, não é varal. Você até pode lavar a calcinha, com cuidado, na água do banho, mas nem pensar em deixá-la secando ali: o lugar fica abafado e cheio de vapor d’água, ambiente perfeito para os fungos.

"Leve a peça para secar ao sol ou em um lugar arejado, e pendure-a bem estendida com pregadores", diz Celia.

Se sentir que ela ainda está úmida antes de guardar (pode acontecer naqueles dias de chuva sem fim), passe com ferro, deixe esfriar e só depois coloque na gaveta. Sem preguiça, hein?

Falando nisso, lavar à mão é a melhor opção. Isso porque jogar na máquina de lavar, além de deformar a peça, faz com que ela entre em contato com produtos de limpeza mais pesados, que podem se acumular no tecido e, depois, acabar em contato com sua vagina e causar alergias e irritações.

"Use sabonete neutro ou de coco, que é bactericida, e só", diz Celia.

Depois, enxágue bastante para retirar qual- quer resíduo do produto químico.

4. Pratique o desapego.

Calcinha tem que vestir bem: não pode sair do lugar ou ter elástico apertando, pois isso causa irritações, assaduras e coceira na pele que incomodam a parte externa da zona V e viram porta de entrada para infecções.

Tecido puído também é um sinal de que ela pode não estar te protegendo mais como deveria. Aí, tem que ir para o lixo, sem dó. E partir para comprar novas.

5. Cubra o bumbum, menina!

Fio-dental é sexy, mas não é lá muito saudável.

"Essa calcinha só deve ser usada de vez em quando e por pouco tempo porque, além de expor a vulva a contaminações por sujeira do ambiente, pode provocar feridas pelo atrito", diz Gustavo.

Se você tem histórico de infecções genitais, herpes genital ou hemorroidas, há ainda mais perigo: como o fio-dental encosta no ânus, ele pode carregar bactérias para perto da zona V.

O mesmo vale para peças aperta- das ou pequenas que, vez ou outra, ops, você precisa dar aquela ajeitadinha nada elegante.

6. Mas só tenho essa...

Rolou algo a mais e você acordou na casa do boy? Precisou tomar banho na casa de uma amiga e cadê a calcinha da mochila? Reaproveitar a calcinha usada não é nem de longe a melhor solução: o suor e as secreções vaginais são ambientes perfeito para microrganismos (que causam candidíase, por exemplo) se multiplicarem.

Sair sem ela também não é uma boa: você expõe a vagina à sujeira, ou a deixa assada por causa do atrito com o tecido da roupa (jeans direto na zona V... Ui, ardeu só de pensar!).

Um truque para essas horas é ter sempre um protetor diário na bolsa. Aí, é só vestir a calcinha com o absorvente, que vai manter a vagina longe do forro já sujo da peça.

7. Evite a peça na hora de cair na cama.

É melhor dormir sem calcinha mesmo. Dá uma chance de ventilar a região, que passa todo o dia coberta – o que favorece a proliferação de bactérias

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