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Itália é tomada por teorias conspiratórias sobre o 'tumor cerebral' do papa Francisco

24/10/2015 14:35 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ANDREAS SOLARO via Getty Images
Pope Francis looks on during a morning session of the last day of the Synod on the Family at the Vatican on October 24, 2015. Pontiff on October 4 defended marriage and heterosexual couples as he opened a synod on the family overshadowed by a challenge to Vatican. Pope Francis accelerated his streamlining of the Vatican bureaucracy by announcing plans to create a new ministry which will increase the role of lay believers in the Church. The Pontiff made the announcement to an afternoon session of the synod, which is due to conclude at the weekend after three weeks of often heated discussions on issues such as divorce, homosexuality and cohabitation. AFP PHOTO / ANDREAS SOLARO (Photo credit should read ANDREAS SOLARO/AFP/Getty Images)

Teorias de conspiração dignas de um romance de Dan Brown brotaram na mídia italiana nesta semana, com as acusações de que os inimigos do papa Francisco estavam tentando minar seu poder, depois que um jornal informou que ele tinha um tumor cerebral.

O Vaticano negou furiosamente a história publicada na quarta-feira (21), qualificando-a como irresponsável e imperdoável, mas em vez de o tema perder força, a saga se transformou em uma história de mistério no estilo capa e espada.

"Quem quer o papa morto?", diz a principal manchete do Il Giornale. Os jornais La Repubblica e La Stampa, ambos diários que não são adeptos do sensacionalismo, escreveram sobre a "sombra de um complô" em suas primeiras páginas. A maioria das reportagens concluiu que a história era falsa.

Mas, ao invés de descartá-la como um erro jornalístico, comentaristas e clérigos na terra que deu ao mundo Maquiavel, o mestre de astúcia política, passaram a examinar a intriga que está por trás da história do tumor. O denominador comum é que os inimigos do papa dentro do Vaticano e da Igreja Católica querem enfraquecer sua autoridade, já que uma reunião crucial de bispos de todo o mundo sobre questões de família se aproxima do fim, no domingo (25).

Segundo o La Repubblica, o bispo argentino Victor Manuel Fernández teme uma "estratégia apocalíptica" bem planejada contra Francisco pelos conservadores que querem desestabilizar a Igreja e bloquear suas tentativas de mudá-la. O destacado colunista político Massimo Franco escreveu no diário Corriere della Sera que a história foi provavelmente "gestada no mais obscuro subterrâneo do Vaticano e visava deslegitimar o pontífice". O La Stampa definiu a saga como parte de uma "calúnia para bloquear a mudança".

Todos esses desdobramentos foram resultados de uma reportagem no Quotidiano Nazionale, segundo a qual um médico japonês tinha secretamente visitado o Vaticano em janeiro para examinar o papa e concluiu que ele estava com um tumor benigno que poderia ser tratado sem cirurgia.

O Vaticano emitiu três negativas detalhados e o médico, Takanori Fukushima, divulgou um comunicado por intermédio de seu consultório no Estado americano da Carolina do Norte, afirmando: "Eu nunca o examinei como médico. Essas histórias são completamente falsas". O consultório de Fukushima disse que ele apertou a mão do papa ao lado de milhares de pessoas em uma audiência geral, mas nada mais que isso. O Quotidiano Nazionale disse que mantinha as informações de sua reportagem.

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