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23/10/2015 15:51 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Vice de Cunha não escapa e também é investigado no Conselho de Ética

Montagem/Divulgação/Estadão Conteúdo

Se cair o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode ser que o vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA) não assuma o cargo. Isto porque o deputado do partido progressista também é alvo de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. De acordo com o G1, a motivação também é uma investigação na Operação Lava Jato.

Maranhão foi citado no depoimento do doleiro Alberto Youssef ao Ministério Público entre os deputados do PP beneficiados pelo esquema de propina na Petrobras. De acordo com o doleiro, o vice-presidente da Casa assim como outros deputados de “menor relevância” recebiam até R$ 150 mil.

Cunha é alvo de processo no Conselho de Ética também por quebra de decoro. O PSol e a Rede, autores do pedido, argumentam que o presidente da Casa mentiu na CPI da Petrobras. Ele disse que não tinha contas no exterior. Documentos do Ministério Público da Suíça, entretanto, indicam que ele é beneficiário de pelo menos quatro contas naquele país.

De acordo com a Folha de S.Paulo, esses indicativos de operações no exterior, junto ao sequestro de R$ 9,6 milhões de contas na Suíça que seriam de Cunha, motivaram a Procuradoria-Geral da República a buscar mais provas para pedir o afastamento do peemedebista da presidência da Casa.

Na quinta-feira, o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) fez um pedido formal à PGR de afastamento “imediato” do pemedebista.

Apesar das denúncias, Cunha disse que os que pedem a renúncia dele também deveriam pedir da presidente Dilma Rousseff. "Eu acho graça de alguns que vêm aqui falar da minha renúncia, mas não pedem da presidente Dilma. Se for pelo mesmo parâmetro, você teria muitas e iguais motivações."

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