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CPI das Armas aponta sumiço de 2.500 munições da Polícia Militar do Rio de Janeiro em um mês

23/10/2015 16:00 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Deputado Estadual Marcelo Freixo PSOL-RJ/FIickr
A comunidade da Vila Taboinha se estabeleceu em Vargem Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, há cinco anos. Cerca de quatrocentas famílias vivem no local, onde foram realizadas obras de melhoria pelos próprios moradores, como o aterramento de mangue e reforma de casas. Na última terça-feira, dia 9, a comunidade foi surpreendida com uma ordem de despejo. Um pedido de reiteração de posse, alegando que as famílias se encontravam em situação irregular, previa a retirada de todos os habitantes da comunidade em um período de 48 horas. Houve confronto entre a polícia militar e os moradores, que foram vítimas de violência. Contra as famílias, foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e gás pimenta, que irritam olhos, nariz e boca, causando mal-estar e até sensação de pânico. Um dos argumentos utilizados para desalojar a comunidade é que a área está sob influência de milicianos, embora a própria comunidade negue esta afirmação. A Defensoria Pública foi acionada para dar suporte às famílias. Os apoiadores dos movimentos sociais também foram contactados. A TV Globo, presente no local, foi afastada pelos próprios moradores, pois a emissora alegava que se tratava de invasão de propriedade. Como resultado, a resistência popular teve uma vitória. A ordem de despejo para a reintegração da posse, concedida pela juíza Erica Batista de Castro, da 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca, foi suspensa. Mas qual é a legitimidade desse processo de reintegração de posse? O fato é que a questão da ocupação de terras é amplamente discutida no Brasil. Seguindo a linha de pensamento marxista, o direito de possuir a terra é daquele que a fizer produtiva. Se a terra não pertencia, a princípio, à comunidade, esta ganhou o direito ao uso da terra com o passar do tempo. O terreno, antes esquecido por aquele que dizia ser o proprietário, foi gradativamente ocupado por famílias que precisavam daquele espaço para constituir suas moradias, necessidade de todo ser humano e um dos direitos fundamentais previsto na Constituição Federal. A história muda de figura quando a área de terra passa a ser valorizada pela especulação imobiliária. Aqueles que se reconhecem como proprietários buscam a reintegração da posse, ignorando a existência de centenas de famílias que ali fixaram moradia e, de uma hora para outra, são obrigadas a abandonarem o local em razão de uma ordem judicial de despejo. E como fica a comunidade, que precisa abandonar suas conquistas sem mais nem menos? Fonte: Rede Contra A Violência

Cerca de 2.500 munições desapareceram da sede da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar, que fica no Morro Mundo Novo, em Laranjeiras (zona sul do Rio), e é responsável pela segurança do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, no mesmo bairro.

O sumiço foi constatado em 9 de setembro e divulgado nesta quinta-feira (22) pelo corregedor-geral da Polícia Militar do Rio, Victor Yunes. Ele entregou um relatório sobre o sumiço de armas e munições à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas, realizada pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Rio.

A 1ª Companhia Independente tem cerca de 200 agentes e, além do Palácio Guanabara, também é responsável pelo policiamento do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio, e da casa de veraneio, situada na Ilha de Brocoió, no arquipélago de Paquetá, na Baía de Guanabara.

A informação sobre o sumiço surpreendeu o presidente da CPI, Carlos Minc (PT): "Isso mostra a vulnerabilidade do sistema até ao lado do governador. A precariedade é muito grande", afirmou.

Ainda segundo o corregedor, desde 2005, 610 armas da Polícia Militar desapareceram. Foram 450 de 2005 a 2012, quando um inquérito foi aberto para investigar 50 policiais suspeitos de desviar essas armas. De 2012 em diante, mais 160 desapareceram. A investigação continua.

O relatório entregue à CPI informa ainda que 854 armas, 8.053 munições e 322 coletes à prova de balas desapareceram de empresas de segurança particular entre 2011 e 2015. "Seguramente, a maior parte dessas armas foi parar na mão do tráfico ou da milícia", afirmou Minc.

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