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Sem indiciar políticos, CPI da Petrobras aprova relatório final

22/10/2015 02:47 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Estadão Conteúdo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras aprovou o relatório final apresentado pelo deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O relatório foi aprovado por 17 a 9, com uma abstenção.

O relatório de Luiz Sérgio isentou de responsabilidade em irregularidades na Petrobras o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.

Também não responsabilizou o presidente da Casa, Eduardo Cunha, acusado de mentir no colegiado, ao negar movimentações bancárias no exterior. Cunha é suspeito de gerenciar pelo menos quatro contas secretas na Suíça, que teriam sido abastecidas com dinheiro de corrupção na estatal.

O relatório também não faz menção a outros políticos investigados por suspeita de envolvimento em recebimento de propina e não pede indiciamentos – apenas lista sugestões de indiciamentos apresentadas pelos quatro sub-relatores da CPI. O único indiciamento ficou por conta do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Luiz Sérgio também criticou a conclusão da Operação Lava Jato de que teria havido pagamento de propina disfarçado de doações oficiais a partidos políticos e, no relatório, nega a existência de “corrupção institucionalizada” na Petrobras.

Críticas ao relatório

Deputados do PMDB, PSDB, Psol, PPS, PHS e PSD criticaram o relatório de Luiz Sérgio. Como o relatório foi aprovado, os votos em separado apresentados pelos deputados Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Carlos Marun (PMDB-MS) e Ivan Valente (Psol-SP) foram rejeitados e serão considerados apenas votos individuais de seus autores.

Ivan Valente queria o indiciamento de políticos denunciados pelo Ministério Público por irregularidades na Petrobras, como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o deputado Arthur Lira (PP-AL) e os senadores Benedito de Lira e Fernando Collor. Todos negam ter recebido dinheiro desviado da Petrobras.

Antonio Imbassahy queria responsabilizar o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff (ex-presidente do Conselho Administrativo da estatal) e os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster.

Já Carlos Marun queria que o relatório deixasse explícito que houve corrupção institucionalizada na Petrobras.

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