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Relatório denuncia condições de trabalho em fábricas de iPhones na China

22/10/2015 09:31 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Bloomberg via Getty Images
A customer looks at an Apple Inc. iPhone 6s Plus at an Apple store in Palo Alto, California, U.S., on Friday, Sept. 25, 2015. From Sydney to New York, some of the Apple faithful waited in lines for more than two weeks to be among the first to receive the new iPhone 6s and 6s Plus. Photographer: David Paul Morris/Bloomberg via Getty Images

Uma pesquisa sobre as condições das fábricas de iPhones na China mostra que os funcionários trabalham até 90 horas extraordinárias por mês por menos de US$ 2 (R$ 7,90) a hora, vivem em dormitórios superlotados e quase não têm tempo para comer.

Segundo a organização de defesa dos direitos laborais China Labour Watch (CLW), os abusos ocorrem nas fábricas chinesas onde se produzem os telefones da norte-americana Apple.

O foco da pesquisa é uma fábrica em Xangai, da empresa taiwanesa Pegatron, que já tinha sido investigada em 2013. A empresa emprega 100 mil pessoas e as condições de trabalho quase não registraram melhorias.

O relatório "Algo Está Mal Aqui" volta a mostrar os abusos: turnos de dez horas e meia por dia, a que se somam mais de duas horas extra obrigatórias, sem as quais os trabalhadores não recebem um salário mínimo para viver (de cerca de US$ 318 - R$ 1.254 - por mês).

A organização revela as condições de trabalho com o testemunho de um pesquisador da CLW, que se infiltrou como empregado na Pegatron.

Entre outras coisas, o pesquisador mostra como a empresa não cumpre medidas de segurança básicas, como informar aos funcionários sobre as saídas de emergência – portas que ele próprio não conseguiu encontrar.

O testemunho inclui a sobrecarga de trabalho, com turnos em que não há praticamente tempo para comer.

A falta de informação abrange também os produtos químicos que os funcionários manuseiam. Apesar de a empresa lhes dar uma lista dos produtos perigosos com que trabalham, não indica onde eles se encontram ou como devem ser tratados.

A CLW conclui que “nada mudou” desde 2013, com exceção de uma situação: a discriminação no que se refere à contratação de membros de etnias minoritárias, apesar de a organização ressalvar que a empresa contrata agora ilegalmente metade dos trabalhadores de forma temporária, quando apenas pode fazê-lo com 10% da equipe.

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