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SELIC: Banco Central decide manter taxa básica de juros em 14,25% ao ano

21/10/2015 20:38 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Claire Fraser via Getty Images
A businessman watching rates rise

Como já previsto pelo mercado, o Banco Central decidiu nesta quarta-feira (21) manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano.

Esta é a segunda vez que o Copom (Comitê da Política Monetária) opta pela manutenção da Selic. A taxa, que serve como base para os juros praticados no mercado, sofreu seguidas altas desde outubro de 2014, na tentativa do BC de controlar o crédito e o consumo, e consequentemente a inflação.

A taxa Selic entra como o principal instrumento do BC para manter a inflação, pois encarece os juros, freia o consumo e estimula a poupança.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice que mede a inflação, registrou alta de 0,54% em setembro. No acumulado de 12 meses até setembro, o índice subiu 9,49% no mês passado.

De acordo com o professor de macroeconomia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, a tendência é que o BC mantenha a taxa por um período prolongado, ainda que a inflação encerre o ano acumulada próxima de 10%. Em 2016, a tendência é de queda da Selic, mesmo que próxima do teto da meta.

“O cenário inflacionário ainda é preocupante, pois houve uma desvalorização cambial significativa nos últimos meses, o que irá afetar a inflação", conta. "Adicionalmente, as incertezas sobre o crescimento da economia nos próximos anos e a demora na correção do desequilíbrio fiscal constituem mais um fator de pressão sobre o câmbio nos próximos dias”, analisa Vartanian.

Crédito na ponta do lápis

Com a manutenção da Selic, os juros ao consumidor se mantém em 130,97% ao ano, de acordo com as projeções da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Na ponta do lápis, um consumidor que utiliza R$ 3.000 por mês no cartão de crédito pagará ao final do ano R$ 407,70 apenas de juros. Já um empréstimo pessoal de R$ 5.000, a uma taxa mensal de 4,20%, o consumidor vai pagar, no total, R$ 6.467,54.

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