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Haitiano é morto a facadas em Santa Catarina e a polícia investiga possível crime de ódio

20/10/2015 10:43 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução Facebook

A Polícia Civil de Navegantes (SC) investiga a possibilidade de crime de ódio na morte do haitiano Fetiere Sterlin .

Ele, que trabalhava como isolador naval em um estaleiro da cidade, teria sido morto a facadas no último sábado (17), por um grupo de adolescentes.

Segundo o Diário Catarinense, Sterlin estava acompanhado de outros quatro amigos, também haitianos, e da esposa, Vanessa Pantoja, que é brasileira no momento do crime.

Conforme o relato de Pantoja ao Diário Gaúcho, o grupo voltava de uma festa quando foi abordado por cerca de dez adolescentes menores de idade. Eles teriam xingado Sterlin de "macici" -- o que no haitiano criolo significa algo como "viado."

"O meu marido disse apenas 'macici são vocês.' Isso foi motivo para eles o jurarem morte. Uns 10 minutos voltaram em umas 10 pessoas e foram pra cima da gente", contou a mulher.

Os criminosos agrediram o grupo com armas brancas como facas, uma pá, barras de ferro e outras ferramentas.

Sterlin chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu antes de chegar ao hospital depois de várias paradas respiratórias, segundo o Diário Catarinense.

O diretor da Associação de Haitianos de Navegantes, João Edson Fagundes, afirmou ao UOL que suspeita ter sido um caso de xenofobia.

"Ele foi o primeiro haitiano assassinado aqui na região [do Vale do Itajaí], mas no ano passado, outro rapaz levou cinco tiros e sobreviveu, mas logo saiu do Brasil", relatou.

Cerca de 250 haitianos residem em Navigantes, que fica a 112 km de Florianópolis.

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