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Por que algumas pessoas têm o cabelo mais claro na infância?

19/10/2015 12:59 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

família pais filhos

A cor do cabelo é determinada no DNA, mas quem faz o trabalho de dar o tom que estava programado é a melanina, um pigmento produzido por células chamadas melanócitos.

Os bebês têm menos melanócitos, mas, à medida que eles crescem e se expõem ao sol, a produção dessas células aumenta, e a coloração – tanto do cabelo quanto da pele – fica mais intensa. Aliás, é por isso que pessoas de pele parda ou preta nascem mais claras.

No entanto, em um determinado momento da vida (em média, perto dos 40 anos, embora isso varie muito), a produção de melanócitos diminui. Aí o cabelo começa a embranquecer.

Esse é também o motivo por que os recém-nascidos têm os olhos azulados. Quanto mais melanina você tem nos olhos, no cabelo e na pele, mais escuros eles são. Quando tem pouca pigmentação, a íris – parte colorida dos olhos – dos bebês é mais próxima do azul.

Conforme o seu organismo se desenvolve, mais melanócitos vão se acumulando na região, e então, entre 6 e 10 meses de idade, a íris adquire a cor que estava programada no DNA. Uma quantidade específica de melanina dá a cor esverdeada dos olhos. Já uma concentração maior é responsável pelos tons mais escuros.

Bad hair day?

Da infância à velhice, o cabelo muda muito.

Bebês cabeludos

Recém-nascidos podem ter uma bela cabeleira e perder tudo em algumas semanas. Isso é provocado por hormônios na barriga da mãe. Durante a gestação, eles agem na criança de várias formas, entre elas o controle do crescimento do cabelo. Depois do parto, esse efeito desaparece e o cabelo começa a cair. Ele só volta a crescer depois que o bebê começa a sua própria produção de hormônios.

Segredo dos cabelos brancos

O cabelo fica branco na velhice porque a produção de melanina cai. Mas por que então a pele também não embranquece? Porque essa diminuição só ocorre nos pelos. No entanto, é comum o surgimento de manchas escuras por causa do acúmulo de melanina em algumas regiões da pele, provocado por uma alteração da sensibilidade à luz.

Fontes: Décio Brunoni, geneticista clínico e coordenador do Centro de Genética Médica da Unifesp; Jurandir Piassi Passos, especialista em medicina fetal dos laboratórios Lavoisier, Delboni Auriemo e Alta Excelência Diagnóstica. Ilustração Amanda Mussi

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